Nascer... Viver... e no Santos Morrer...



Rei e príncipe pousam juntos no gramado da Vila Belmiro. A cidade de Santos vive um de seus dias mais especiais. Os torcedores se emocionam vendo Pelé, o maior jogador de futebol de todos os tempos, de mãos dadas com um de seus maiores ídolos, o atacante Robinho.


Entre palavras entrecortadas, Robinho recebe do rei Pelé a camisa de número 7 e a veste imediatamente. Com lágrimas, vislumbrado com as arquibancadas do Urbano Caldeira ovacionado o 'rei das pedaladas'.


O jovem talento Neymar vestia até então a camisa 7. Agora ela será de Robinho. Este número enigmático, Garrincha foi com certeza o mais notável ponta-direita da história do futebol. Mas no próprio Santos FC, houveram muitos jogadores que se notabilizaram nesta mesma posição. Mané Maria jogou com a 7 do Peixe num dos times mais fantásticos que já foram formados no planeta. Eram outros tempos, não havia coisa mais extraordinária no esporte que os "fantasmas da Vila Belmiro".


Santos FC nos anos de 1960, época dourada do futebol.

Robinho chega ao Santos por empréstimo, vindo do Manchester City da Inglaterra. Ele foi Bi-Campeão Brasileiro e é um dos 'pré-convocados' de Dunga para a Seleção Brasileira que vai à Copa do Mundo da África no meio do ano.

O torcedor santista sonha com pedaladas, gols e títulos para o alvinegro praiano. Seja bem-vindo craque, mestre das jogadas de habilidade; assim como Mané Maria, inventor do drible conhecido como 'chicote', que consiste na bola quicar no gramado e encobrir o adversário. Um dos maiores clubes de futebol do mundo repatriou um dos maiores ídolos criados na própria Vila Belmiro.


Por Ricardo Novais