Rio 2016

Palácio de Amalienborg, grandioso e gracioso salão nobre em Copenhaguen, residência oficial da Rainha da Dinamarca. A apreensão foi grande entre reis, rainhas, marqueses, duques, arqueduques, barões, homens poderosos no mundo inteiro e outros nem tão poderosos assim. A disputa era para ver quem seria a cidade sede nas Olimpíadas de Verão (que na verdade será no inverno, já que se realizará no hemisfério sul) e nas Paraolimpíadas de 2016.

O Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa, venceu a briga; provando, portanto, que em matéria de “cartolagem” os cariocas são imbatíveis.

Nesta fase final, disputaram quatro cidades. Chicago foi representada pelo homem mais poderoso do mundo e sua senhora, também apoiou a candidatura o “Rei do Basquete” Michael Jordan – ou seria Michael Jackson? Não sei; para estes assuntos da realeza melhor é perguntar a outro rei, o Rei Pelé. O Japão não parecia muito interessado em sediar os Jogos Olímpicos, sequer enviou imperadores, mas sim um prosaico samurai vindo de Tóquio, que era a cidade candidata dos japoneses. Madri, por sua vez, se fez presente com a corte espanhola. Já o Brasil barganhou a candidatura do Rio e Janeiro com o discurso de “Vs. Excelência Presidente da América do Sul” e de “Vs. Majestade O Rei do Futebol” – certo, Dieguito?

Só consigo ver a derrota da cidade de Chicago em dois sentidos: ou sociedade americana, hoje em dia, consegue ser menos arrogante que os “franceses” do Rio; ou houve um conchavo político entre o “Cara” lá do Tio Sam, o maior farsante de todos os tempos!, e o “Cara” daqui, este o mais novo “carioca da gema”.

Tóquio perdeu por motivos óbvios; as últimas Olimpíadas foram na Ásia, em 2008.

Mas, e Madri? Não dizem que 70% das obras já estariam prontas? É de se pensar...

Mas o Rio de Janeiro venceu! Alguns, no entanto, afirmam que a contenda mais acirrada da “Cidade do Sol”, na luta para sediar os Jogos Olímpicos, ocorreu ainda na fase preliminar quando subjugou a outra metrópole “galicista” brasileira, São Paulo.

Calma, calma, amigo carioca; tenha prudência como faz a nossa amiga dona leitora, que também nasceu no Rio, que também aprecia tanto a beleza da cidade, mas, que nem por isto, deixa de sopesar as boas e más consequencias da gloriosa vitória da capital fluminense.

Dizia-me ela que, apesar das más línguas que não cabem na boca, resta agora ao povo fiscalizar os investimentos que serão feitos para as boas disputas olímpicas que serão realizadas em terras cariocas, cobrar os incentivos para que surjam novos atletas, nas escolas e nas comunidades, e manter as novas aquisições, conquistadas com tanto sacrifício, da cidade mais brasileira do Brasil – ao contrário, por exemplo, do que ocorreu no Pan 2007, que também foi disputado no Rio, onde vários parques ficaram abandonados e sem manutenção. Sábias palavras da dona leitora; afinal de contas, o que são as Olimpíadas senão vencedores, medalhas e títulos...

Pode-se dizer que a esperança de um País melhor venceu aos outros adversários. Chicago e Tóquio, dois dos três adversários derrotados nesta fase final de seleção, souberam reconhecer a beleza da vitória do Rio de Janeiro.

Quanto aos madrilenhos, restou-lhes apenas chorar na Praça de Maio, em Buenos Aires.

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Vídeo oficial na campanha vitoriosa do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016:



Por Ricardo Novais

Site oficial das Olimpíadas no Rio de Janeiro: http://www.rio2016.org.br/