O Grande 'Estadista'

O que se espera de um líder? Geralmente respeita-se ao homem equilibrado, linguagem adequada, discursos apropriados. Mas e se este líder for presidente de uma nação?

Ontem o Presidente Lula usou palavras chulas para falar da crise financeira mundial. Entretanto, quem terá coragem de repreendê-lo? E mais: Como repreeendê-lo?

Difícil criticar um líder, um 'estadista' tupiniquim, que bateu novo recorde de aprovação perante seu povo.

Segundo pesquisa do Datafolha que foi publicada hoje pelo jornal Folha de São Paulo, Lula tem 70% de aprovação do povo e apenas 7 % da população considera o governo como ruim ou péssimo. De fato, os números são impressionantes; acredito até que seja recorde de qualquer pesquisa em todos os tempos e para qualquer que fosse o governante.

Está aí a causa de Lula dizer o que quiser sem medo de consequências, ele tem aval das 'massas'. De modo que o Presidente, que costuma ser sutilmente arrogante, disfarça seus sentimentos mais íntimos na frente de quem lhe convém (o tratamento muda se for na frente de uma comissão internacional ou de um grupo de empresários e industriais), mas utiliza de artifícios demagogos e populistas na frente de uma plateia encantada por um País "que não desiste nunca" e sempre está em euforia (ou histeria).

O 'estadista' Lula parece estar "autorizado" pelo povo a falar o que quiser e agir como quiser - inclusive ser indelicado com este mesmo povo usando palavras chulas e desrespeitosas em palanque. Ele tenta amenizar seu comportamento invocando a velha luta de classes, mas não cabe a um verdadeiro líder de uma nação os maus modos de anapluro social; mas, ao que parece, Lula pode tudo.

Também eu falo meus "palavraozinhos", entretanto, não tenho pretensão alguma de mudar a história deste País e muito menos sou líder de ninguém - e "nunca antes na história" quis ser Presidente de uma República Federativa positivista na qual todos os dias surgem, em cada esquina, 'Onze Horas', 'Comigo Ninguém Pode' e Arruda (que neste caso, de tão sintomático, cega-nos).

Eis as "sóbrias" palavras de um 'estadista' eleito por 'galicistas':



Por Ricardo Novais
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* Fonte: Datafolha