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Meu Pequeno Cruzeirense, por Marco Túlio


Ontem na Bienal de Minas Gerais lançou-se o magnífico livro do Galo, "Meu Pequeno Atleticano"; hoje é a vez do arquirrival Cruzeiro entrar nos gramados da literatura infanto-juvenil. "Meu Pequeno Cruzeirense" é um livro escrito, muito bem escrito  por sinal, pelo músico Marco Túlio, da banda pop mineira Jota Quest. A editora é a Belas Artes no mesmo projeto de literatura voltado ao público de futebol com mote em grandes clubes brasileiros. 

Noite de autógrafos às 19 horas de hoje, na estante da Belas-Letras na Bienal do Livro de Minas Gerais, em Belo Horizonte. É a Raposa e suas 'páginas heróicas e imortais'.


Por Ricardo Novais

Futebol de Alma


Botafogo venceu o Vasco por 2 a 0 e levantou a Taça.

Dizem que numa colina da cidade do Rio de Janeiro existe uma alma vagando condenada a sempre regressar à Terra. Às vezes a morte desta alma é trágica... Por outro lado, há coisas que só acontecem com almas guerreiras.

Eu apostei no Vasco para vencer a final da Taça Guanabara, venceu o Botafogo por 2 a 0 no velho 'Maraca'. Mas o Vasco é imortal! O Botafogo é time de guerreiros! O craque vascaíno Carlos Alberto declarou antes da batalha: “Vencerá o jogo aquele que tiver aquilo ‘roxo’!”.

Este é 'Clássico da Amizade', observação de um cronista muito antigo vendo que as duas torcidas eram fraternas; outros tempos... Hoje em dia são rivais, o Botafogo agora soma 82 vitórias e fez 421 tentos no inimigo; mas, em contrapartida, o Vasco venceu mais: 138 vezes e marcou 501 gols; isto em 314 jogos até hoje. Ainda empataram em 90 disputas. A história do confronto data de 1923, é um dos clássicos mais antigos do Brasil.

Na batalha de ontem, em contraponto ao esquema tático confuso do treinador do Vasco, o 'professor' Wagner Mancini (sim, ele mesmo, como um santista poderá esquecer-se de tal fanfarrão?), fincaram uma cruz na história a garra do uruguaio ‘Loco’ Abreu, a magia de ‘Papai’ Joel e simplicidade de soldados botafoguenses gloriosos. Uma única estrela, genial, marcial... Uma maravilhosa ‘Estrela Solitária’ brilha no céu de milhares de cariocas nesta noite. Parabéns Botafogo Futebol & Regatas, ‘herói em cada jogo’! Bi-Campeão da Taça Guanabara com todos os méritos de quem não pode perder, perder pra ninguém. Agora que venha a Taça Rio para sabermos quem o alvinegro de General Severiano enfrentará em sua quinta final consecutiva de Campeonato Carioca...


Reabilitado com a torcida, o atacante Roger fez os dois gols do Clássico Choque-Rei.

Enquanto isto, no Palestra Itália, o Palmeiras também foi guerreiro e derrotou o São Paulo, 2 gols do atacante Roger, no ‘Clássico Choque-Rei’ (apelido dado pelo jornalista Tomaz Mazzoni, do saudoso jornal 'A Gazeta Esportiva'), o jogo de hoje foi válido pela 10ª rodada do Paulistão.

O São Paulo parecia estar com a cabeça no seu confronto da Taça Libertadores contra o Once Caldas, em Mane Salles, na Colômbia. Jogou mal e viu a vantagem histórica no clássico ameaçada, agora são 97 vitórias palestrinas e 101 tricolores; o Verdão está a apenas 10 gols de alcançar a marca dos 399 tentos que São Paulo marcou em cima do rival; ainda houveram 96 empates; isto tudo num total de 294 pelejas até a partida de hoje.

Hum... Antigamente havia uma lenda de que se jogadores de futebol quisessem se unir derrubariam qualquer comandante. Emblematicamente, logo no jogo seguinte em que o técnico Muricy Ramalho foi demitido, os atletas palmeirenses jogaram contra o São Paulo com a vontade das almas gloriosas. Embora eu não goste da ‘escola’ dos técnicos gaúchos (tido como futebol de garra e resultados em detrimento ao que é concebido como futebol arte), o treinador foi injustiçado por uma diretoria que lhe havia dado crédito incondicional. Muricy não é gaúcho, mas o esquema tático que ele utiliza é desta ‘escola’ – estilo simplório e de poucas opções ofensivas. Entretanto, a Sociedade Esportiva Palmeiras é tradicionalmente futebol de toque de bola cadenciado, mais ao estilo romântico do futebol carioca do que do jogo truncado do sul deste país.


"Operação Flanela".

Outro clássico que me chamou a atenção foi o de ontem no Mineirão. Galo e Raposa se enfrentaram, deu Cruzeiro 3 a 1. Muita reclamação atlética para com a arbitragem, como já havia ocorrido ano passado onde cartolas do Atlético acusaram a Federação Mineira de Futebol de formação de quadrilha.

A torcida azul foi muito espirituosa ao provocar os alvinegros. Aludindo ao Brasileirão do ano passado, onde o Atlético esteve na zona de classificação para a Libertadores da América 2010 durante quase todo o campeonato cedendo a vaga nos jogos finais exatamente para o arquirrival Cruzeiro, milhares de torcedores cruzeirenses foram ao Mineirão tremular flanelas amarelas nas arquibancadas. Esta partida já adentrou à história da crônica esportiva mineira com o sugestivo nome de ‘Operação Flanelinha’. Resta agora torcer para que o técnico do Galo, o polêmico Vanderlei Luxemburgo, flagrado dando uma banana para a torcida do Cruzeiro, suprima o rancor que carrega em seu peito da diretoria do Palmeiras, por causa da sua demissão do time verde em 2009, e dedicar-se com mais coração puro ao Galo.

O jogo Galo x Raposa, o Super-Clássico, marca 191 vitórias alvinegras e 155 glórias cruzeirenses; o Atlético ainda marcou 679 gols contra 573 do Cruzeiro. Estes números costumam oscilar conforme a fonte (esta que citei é da própria Federação Mineira de Futebol), entretanto, os dois maiores rivais do Estado de Minas Gerais (antigamente era Atlético x América ou Galo x Coelho) concordam que os alvinegros estão em franca vantagem; embora, nos últimos anos, o time celeste tenha alcançado mais sucesso nas batalhas.

A fantasia pertence à alma, e o futebol é a exaltação dos espíritos em campos de batalha. A essência escondida num baile de máscaras disputado num gramado de quatro linhas.


Por Ricardo Novais

29a. Rodada do Campeonato Brasileiro

Por Ricardo Novais e Franco Lemes

Primeiramente, quero cumprimentar aos torcedores do Coritiba Foot Ball Club, o Campeão Brasileiro de 1985, que exatamente ontem completou 100 anos de glórias. Parabéns Coxa Branca!

Hoje terei a ajuda do meu amigo, professor de História,
Franco Lemes, para comentar a 29ª. rodada do Brasileirão. Ele aceitou prontamente ao meu convite de colaborar, às vezes, com toda a sua peculiar cultura neste Blog. Grato, professor!

Comecemos, então, pelos jogos do sábado, dia 10:

Ricardo: Jogo tranqüilo para o Timão, Ronaldo deitou e rolou (sem ofensas) aproveitando-se de sua genialidade sobre o confuso esquema tático do treinador do Grêmio – Paulo Autuori utiliza dois esquemas, um para jogos em casa e outro quanto o Tricolor dos Pampas joga fora de seus domínios. Pelo visto não está resolvendo...

Franco: “Gorduchão” pedindo cartão amarelo para ser suspenso no próximo jogo? Para os “caras-de-pau” é: “peroba nele”!


Ricardo: Jogaço no “Maraca”. O Flamengo foi melhor que São Paulo, mas houve polêmica quanto ao pênalti feito pelo Tricolor; para mim foi falta e o goleiro-artilheiro Rogério Ceni de fato se adiantou. Portanto, acertou o árbitro.

Franco: Um “veterano” jogando bola como nunca?! Pet, o rei do “Maraca”!


Ricardo: Até que enfim, hein, o Tricolor venceu uma; ufa! Mas o “Flu” corre, corre e continua em último, segurando a lanterninha do campeonato. Nem com a graça de Nossa Senhora Aparecida o Fluminense sai dessa... – melhor é pedir a benção a João de Deus!

Franco: “Tricolor só existe um, o resto é time de três cores”, a frase é do torcedor do Fluminense Nelson Falcão Rodrigues. Porém, este tricolor anda meio desbotado... Já sobre o Santo André, bem... A estância de Paranapiacaba, vale a pena conhecer, senhor leitor!


Ricardo: Confesso que não assiste a este jogo. O Coxa não pode comemorar o seu centenário com uma vitória. Ê Barueri estraga prazer.

Franco:Parabéns a você, nesta data querida; viva o Coritiba Foot Ball Club! Quanto ao Barueri: - Nós temos “AlphaVille”...


Ricardo: Entra técnico sai técnico e o Colorado continua a vacilar neste Campeonato Brasileiro. Poderia ter se encostado próximo ao líder, ultrapassado o São Paulo e assumido a segunda colocação; poderia ter avançado, no entanto, não avançou...

Franco: - Oh! E agora quem poderá nos ajudar? Eu! O Chapolin Colorado! Não contava com as astúcias as minhas astucias! Teria sido melhor do que Tite e Mário Sergio. Chamem o Chapolin, urgente!


Agora vamos aos jogos desta segunda:

Ricardo: Lamentável! Os torcedores peixeiros encheram o Pacaembu, mais de 30 mil espectadores, e o time do técnico “Luxa” só empatou com o time do técnico... Adivinhem de quem? Ele mesmo, o Professor, o malfadado Wagner Mancini – Se liga aí, hein Teixeira, ainda há débito com o Professor... Ai, meu R$ 1 milhão...

Franco: Ainda bem que não fui ao Pacaembu. Não perdi nada! E olha que meu pai, meu irmão (coitado!, um santista-mirim de 11 anos de idade) e meu tio insistiram e foram passar nervoso neste jogo. Concordo com o meu Ricardo: é mesmo lamentável!


Ricardo: Outro jogo que não acompanhei, mas ajudou o Galo, Inter e atrapalhou o Fluminense. Coisas do futebol...

Franco: Ah, Goiás! Que terra boa! Terra da linda Serra Dourada! “Ótimas” duplas sertanejas! E o jogo? Pois é... ficou 1 a 1.


Ricardo: Impressionante, o técnico Muricy Ramalho é mesmo um retranqueiro-mor. O time líder do campeonato está perdendo para outro que está na zona de rebaixamento e ele tira um atacante para fechar o meio-campo? Aí é “comer churrasco grego na Praça da Sé”. Já o Conjunto Timbu tem esperanças, ainda... Veremos!

Franco: “Brincadeira de criança, como é bom, como é bom”. Feliz dia das crianças a todos os palmeirenses! Brincadeira mesmo, hein!


Ricardo: Bom jogo no Mineirão lotado. O clássico foi vencido pela Raposa graças ao goleiro Fábio – fez verdadeiros milagres na meta Azul. No entanto, considero que o Galo vacilou; era outro – assim como o Inter – que poderia ter assumido a vice-liderança. É; no dia das crianças quem mais brincou foi mesmo o Caboclo D´Água.

Franco: Grande Raposa! Cozinhou bem o Galo.


Ricardo: É bonito ver lotar as arquibancadas do belo Engenhão – que graças a um erro de marketing da diretoria do Botafogo, estava abarrotado de fanáticos alvinegros que não pagaram ingresso. Vacilou a administração do clube; assim como em campo, vacilaram os jogadores botafoguenses que apenas empataram, em casa, com o bom Avaí, do técnico "ex-menudo" Silas. Quantos vacilos nesta rodada; não? Ao menos o Fogão não voltou para a Zona da Degola. Cuide-se bem, Botafogo!

Franco: O Fogão vai ficar por lá mesmo! Como ontem o Cristo Redentor comemorava 78 anos, pode ser que o Botafogo Futebol & Regatas alcance alguma redenção... pode ser, pode ser... Ainda bem que o Guga (pé frio) não passou pelo Rio para torcer pelo Leão da Ilha!

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COPA DO MUNDO 2010

Ricardo: Bolívia 2 x 1 Brasil? Perder para a Bolívia é duro; fazer o que... Mas o que eu gostaria de saber mesmo é: como aquele juiz que apitou Argentina e Peru não viu aquele pênalti descarado no atacante peruano aos 47’ do segundo tempo? Brincadeira! Fala a verdade, amigo torcedor; aquilo foi ou não foi um absurdo? Foi! A FIFA deveria rever este jogo e desclassificar a Argentina das Eliminatórias... Desculpe leitor, sei que deixei vazar alguma centelha de irritação. Não foi esta a minha intenção. Mas: vai Uruguai! Pra cima deles, Uruguai!

Franco: Sobre o jogo do Brasil: Melhor que a derrota seria se o grande goleiro do passado – o ex- tricolor e atual técnico de futebol, Zetti – estivesse lá na pequena área mastigando algumas folhas de coca boliviana... Impressionante, “meu”! Quero também dar os parabéns ao Chile, Alemanha, Dinamarca, Sérvia, Itália, Costa do Marfim, México e Estados Unidos que se classificaram neste final de semana para o Mundial que será disputado na África do Sul, ano que vem. Esqueci de alguém? Da Argentina, talvez? Ah, não. Acho que a Argentina ainda não se classificou; não é mesmo? Aos que já garantiram a vaga para a Copa: Vemos-nos todos lá! Para os nossos hermanos queridos não tenho nada a dizer: ah, rá, rá, rá!


*Obs.: Semana passada, no post sobre a 28.a rodada do Brasileirão Série B, eu chamava a atenção para aos Tricolores da Boa Terra sobre o risco de tornar a zona do rebaixamento. E não é que nesta rodada o Bahia está mesmo entre os que correm risco de disputar a Série C no ano que vem. Longe de ser mau agouro – até porque por aquelas bandas ninguém desafia entidades espirituais – o que me deixa triste é ver um clube tão tradicional, e grande, como o Bahia Esporte Clube não conseguir reerguer-se no cenário futebolístico nacional. É pena!

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