Feliz Natal e Próspero 2010!



Meus amigos estão fazendo planos para as festas de final de ano e principalmente para o novo ano que se aproxima. Uma amiga muito querida colocou tudo num papel: o que julgou ela errado em 2009, e por isto mesmo que deverá ser corrigido em 2010, foram as prioridades; além, obviamente, dos planos e das esperanças que se renovam. O curioso é que o discurso dela é muito parecido com o que ela fez no ano passado...

Já um colega de trabalho quer aumentar o currículo escolar, assim, julga ele, estará em vantagem profissionalmente. Já planejou tudo, depois do carnaval vai se matricular num curso de pós-graduação; em abril, num curso efetivo de inglês; na férias de julho, terá ensinamentos de marketing pessoal; em setembro, aulas de francês (afinal, ele é brasileiro mesmo!); em outubro, seus estudos serão sobre reciclagem e aprimoração para o mercado de trabalho. Provavelmente em dezembro, ele estará se queixando de estresse e problemas do coração a um médico.

Ainda há aquela tia solteirona que clama e faz promessas aos 'deuses do amor 2010' para que encontre o verdadeiro amor. Ela nem pedi um homem muito garboso, basta ser limpinho, fazer a barba todos os dias e ter algum dinheiro. Titia se programou direitinho. Vai frequentar todas as festas que for convidada, irá à livrarias 'intelectuais', combinará aquele happy hours com as amigas numa reunião 'caçando-meu-amor-no-bar'. Claro que sites de relacionamento e cadastros do amor virtual estão no cronograma da velha. Pedidos a Santo Antônio e ao Papai Noel, assim como eventuais passeios de metrô às 6 da tarde, são cláusulas alternativas e planos deixados em 'standy by', como ela mesmo diz.

Menos planos e mais amizade, eis tudo. Ao amigo leitor deste blog desejo boas festas; à minha querida dona leitora desejo um próspero ano novo. Feliz natal e um 2010 de realizações mais simples e mais alegres, amigos!



Por Ricardo Novais

Postagem Coletiva: Música


Por causa do dia da postagem coletiva sobre música e do 'Monday Music' no Twitter (ambos acontecendo no dia de hoje) contarei um evento bastante trivial, mas a ocasião é boa. Ontem, dia quente e ensolarado, tive a ideia de perambular sem destino num alegre domingo na, geralmente cinza, cidade de São Paulo, a esmo, pelo trânsito um pouco mais calmo de dia de folga, remetendo-me, também, às estelares lembranças da minha adolescência. Procurei então, no porta-luvas do carro, algo que nem sabia direito o que era.

Era música. Encontrei referências dos velhos grupos de rock. Parei o automóvel por um instante, em meio a um dispositivo digital de arquivo musical e um Ipod quebrado jogados no fundo do porta-luvas, eu segui por aquela estrada atribulada e aleatória com uma trilha sonora igualmente tormentosa. Deste modo, aquela viagem ao acaso, foi embalada pelas músicas do Holy Diver (1983), do cantor baixote Ronnie James Dio (aliás, que está doente e fica minha torcida para que ele se recupere rápido) soltando o vozeirão junto de sua banda, que tinha o ótimo guitarrista irlandês Vivian Campbell. Mas mesmo com os bons teclados, puxados para clássico, metal e pavimento para novas idéias, aquele som não me relaxava, embora me agradasse. A aflição consumia meus pensamentos...

Em todo o caso, insisti ouvindo Yngwie Malmsteen’s Rising Force, de 1984, neste álbum o virtuosismo deste artista sueco ainda não era tão latente; contudo, eu rodava por boa parte da região central da cidade, regado por outros álbuns antigos: Hall of Mountain King (Savatage, 1987); Awaken the Guardian (Fates Warning, 1987); Keeper of The Seven e as guitarras do duo infernal Grosskopf e Weikath (Helloween, 1985); Into Glory Ride (Manowar, 1983); Them (King Diamond, 1988); Rainbow Rising (Rainbow, 1976); e The Number of the Beast, obra-prima do heavy metal trazendo uma violência raramente ouvida, e Piece of Mind (ambos os álbuns dos ingleses do Iron Maiden, 1982 e 1983, respectivamente); enfim, fiz um passeio incerto, moroso, lento, tranquilo, mesmo peregrinando pelas aventureiras vias paulistanas movido a acordes musicais pesados, acordes que afetaram minha primeira juventude esfuziante – ainda que eu fosse de geração posterior –, durante toda àquela tarde, às vezes, dando voltas no mesmo lugar, por outro lado, tentando encontrar algo que aquietasse meu coração tanto quanto orientasse meus próximos passos no próximo ano que já bate à porta com força. Entretanto, o tempo era fugaz e minha disposição ociosa era muita. Nestes termos, ainda ouvindo os últimos acordes de Flight Of Icarus e Hallowed Be Thy Name, do Maiden, eu trafegava atento, e pouco mais dócil, pela Nove de Julho, assim quis ligar o rádio, numa emissora qualquer, ouvindo um comentarista de futebol qualquer, clamar exultante às glórias de algum campeonato qualquer; e, de tal maneira, aquilo envolveu meu espírito, ou mesmo a própria alma, pois eu me lembrei, quase que instantaneamente, não apenas de minha juventude, mas de minha infância feliz. Mas isto já é outro assunto...

Hallowed Be Thy Name, composição da banda britânica Iron Maiden, clássico do rock:

* Para assistir e ouvir o vídeo, desabilite a rádio parceira, Stay Rock, com um pause.

Por Ricardo Novais
Para a Blogagem Coletiva.
_____________________________________________________________
* Blog da postagem coletiva: http://toaquivocetambem.blogspot.com/

Protected by Copyscape Online Infringement Detector