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Dio Está Morto!

Imagem de divulgação.

Nos anos oitenta do século passado eu era criança. Apenas na segunda metade dos anos noventa ouvi pela primeira vez "Heaven and Hell", numa rádio de rock já extinta, com um baixote de amídalas de aço à frente da lendária banda Black Sabbath. Creio que fosse um projeto de Ronnie James Dio relembrando tempos passados... Anos depois, rondando por uma loja bem ordinária da Galeria do Rock, em São Paulo, comprei quase que sem querer um disco conceitual maravilhoso, "Magica", de 2000. Pronto, mais um admirador do 'pequeno demônio' enfrentando a insanidade. Nítida a influência de seu velho companheiro de Rainbow, o guitarrista Ritchie Blackmore, neste trabalho; o arranjo do álbum foi do fantástico músico Craig Goldy, auxiliado pelo baixista Jimmy Bain e pelo incrível tecladista Scott Warren.


Ronnie James Dio, foi vocalista e letrista do Elf, da maravilhosa banda hard Rainbow, do Black Sabbath e do Heaven And Hell – projeto este de criação dos integrantes do Sabbath. Um câncer estomacal levou o cantor baixote. Sim, de pequena estatura física, mas de voz monstruosa e de caráter gigante. Escrevo este texto porque sinto que o tempo passa com crueldade. Dio não é da mesma geração que a minha, mas ele foi mesmo atemporal. O heavy/hard não será o mesmo sem ele. O vozeirão visceral e clássico fará muita falta nos palcos roqueiros.


Além da importância inigualável de Dio para a música, o artista tinha senso social. Foi dele a concepção do Hear n’ Aid, We’re stars”, que visava combater a fome na África. Ele reunia amigos, fãs, críticos, todos tinham carinho por aquele homem que sentia a dor alheia. Era de sua personalidade, generoso e cônscio.


Em 1983 foi lançado um dos maiores discos da história do heavy metal, "Holy Diver". O guitarrista, sempre hard, Vivian Campbell estava lá para forjar o som pesado característico da banda que aliou técnica pavimentada de teclados (depois muito utilizadas por grupos de heavy metal melódico), excelente conjunto de base feito por baixo e bateria, tudo sendo incorporado à extraordinária energia que emanava do âmago da alma de Ronnie James Dio.

"Holy Diver" é um álbum clássico, a música tema é sensacional, uma obra-prima em todos os sentidos... Dio rulez (Mob Rules)!




O sinal característico do heavy metal foi popularizado por Ronnie James Dio. Era um gesto que contrafazia o sinal de Ozzy Osbourne no Black Sabbath. Para diferenciar os apelos de paz de seu antecessor, Dio lembrou-se do “moloch”, gesto que sua avó católica fazia para espantar mau-olhado. Virou ícone de bangers e roqueiros de todo o mundo.

É... Polêmica à parte, Dio foi muito melhor que Ozzy. Além de excepcional letrista, aquele ‘pequeno demônio’ foi mesmo o maior front man do hard/heavy em todos os tempos.

Sempre me lembrarei daquele dia em que ouvi pela primeira vez os assombrosos acordes de “Heaven and Hell”. Descanse em paz, 'deus do metal'!



Por Ricardo Novais

Conto de Sexta-Feira 13

Nesta sexta-feira, 13, recordo um episódio ocorrido com Roberto do Lavradio. Tragédia na vida de Lavradio é coisa pouca.

Havia uma groupie chamada Betty, muito conhecida no Rio de Janeiro, que amava o jovem Roberto, mas Roberto amava Ifigênia, uma cantora de cabaré que exibia seus dotes, de musa suburbana, para um jornalista, crítico de MPB, freqüentador dos bares de Santa Tereza.

Certa feita, a moça esperava o ônibus que a levaria à boate na zona sul, era começo de uma noite de primavera, quando um carro desgovernado, provável que o motorista estivesse embriagado, atropelou diversas pessoas que aguardavam o transporte público no ponto rodoviário. Ifigênia morreu na hora.

Roberto amava, verdadeiramente, a cantora de cabaré. Não se conformou. Ele passou a visitar o cemitério São João Batista, no bairro de Botafogo, no Rio, todos os dias, para chorar por sua amada.

Porém, não agüentando de tanta dor e saudade, numa noite em que, por certo, ouvia os riffs além-mundo da guitarra de Randy Rhoads, ou Wylde em Demon Alcohol e Miracle Man, do Ozzy Ozbourne, violou o túmulo de Ifigênia, vilipendiou seu cadáver, em seguida, pervertido sexualmente, desrespeitou sua honra cometendo necrofilia. Por esta época foi indiciado por crime contra o respeito aos mortos, previsto mesmo no artigo 212 de nosso Código Penal Brasileiro.

Este episódio tinha mais haver com o duro caráter genial de Roberto do que com possíveis movimentos góticos, ultra-românticos ou macabros, como alguns, na ocasião, pensaram (ou quiseram pensar) associando a história a uma suposta fascinação de Roberto pelas idéias do ocultista Aleister Crowley ou pelos livros ‘spleen’ de Byron e outros de pensamento pessimista como o satanismo de Álvares de Azevedo.

Dificilmente haveria levante de forças ideológicas por causa das diversas tribos urbanas que a cidade comporta. Deste modo, a juventude desvairada, a qual Roberto pertencia, seguia seus primeiros ímpetos selvagens deixando de lado, irrestritamente, qualquer vestígio de civilidade proficiente ou coragem em ousar. Tudo se perfaz como um cometa. Não se pode pensar ou ser feliz, o espírito toma conta da alma...

Aleister Crowley influenciou muitos ‘pensadores’ conturbados que há tempos, nas noites de sexta-feira 13, fazem vigílias ocultistas e satanistas, ora pela criação perdida das noites, ora por pura moda “galicista”.


Por Ricardo Novais
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Randy Rhoads, guitarrista magistral descoberto por Ozzy Osbourne, morreu num desastre de avião. Alguns dizem ser maldição demoníaca do mago Crowley, mas os riffs e os solos da guitarra de Rhoads parecem ter sido inspiração de Deus:

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