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Tricolor só existe um, o Campeão!

"Tricolor só existe um, o Fluminense. O resto são times de três cores."  - Nélson Rodrigues.

“ O Fluminense Football Club é o clube mais tradicional do Rio de Janeiro, fundado no Palácio da Guanabara, com distintos homens de fraque, bengala e cartola. Mais tarde a sede de Laranjeiras abrigou a Seleção Brasileira de Futebol, clubes de renome internacional (como o Sport Lisboa), e, nos anos cinquenta, o temido esquadrão do Flu, à época o mais temido do Brasil, contava com fantásticos jogadores, da envergadura de Didi, o criador do poderoso e astucioso chute denominado na crônica esportiva como “folha seca”, o maestro do meio campo; e já no ataque, formado pelo eficiente Telê Santana, Waldo com seus 228 gols em apenas quatro anos e o habilidoso Escurinho, fizeram do tricolor um vencedor inigualável. Mas desde ontem o Fluminense é o tricampeão do Brasil.

  Sempre assim, times imbatíveis, duplas inesquecíveis, títulos e mais títulos; autêntico representante das casas cariocas. Mesmo quando tempos mais tarde o clube ficou entregue aos insetos - aliás, foi por esta época que apareceu o nojento, mas perigoso atacante Barata - ainda assim, a torcida entoava um “Neeeennnnseeee! Neeeennnnseeee!”. Entusiasmam-se as arquibancadas. Todos os geraldinos e arquibaldos, vivos e mortos, esquecem as diferenças e se abraçam... Arrepio de todos os pelos, de todas as emoções à flor da pele; naquele momento eu de nada sei, mas, assaz outras vezes, apenas sinto o coração palpitar, palpitar, palpitar... Não há nada mais deslumbrante, senhor torcedor, mais catártico, mais universalmente colorido do que ver o Fluminense ser campeão. Entre bandeiras e o grande mosaico, colorido de todas as galáxias, colorido divino! A benção, João de Deus.

  Meu tio Quinzinho, bacalhau doente, com sua imensa sensibilidade, sobressalta-se, surpreso e fascinado; e, mesmo sem entender o ato, consegue ao menos me entender: “Rapazinho, pó-de-arroz?” Ainda assim, tenta em vão insistir nas conquistas e triunfos da turma da fuzarca, no entanto, sem sucesso. Ele sabe por causa de meu olhar; o mesmo olhar que ele teve quando assistiu ao primeiro jogo cruzmaltino em São Januário.

  A reação de papai é mais enérgica, a decepção o consome como pragas nos gramados de São Cristóvão; ele reflete, considera, sopesa e, por fim, aceita, ou melhor, conforma-se. Ora! Qual minha culpa se o Fluminense é meu “(...) querido pavilhão, das três cores que transmitem tradição (...)”. A minha tradição de amar o futebol com toda a força do imponderável. Que venham comigo aos jogos do tricolor, no Estádio 'das' Laranjeiras, em São Januário, no Maraca, no Engenhão. Não importa! Que jogue na lua, em marte; se o manto branco, verde e grená por lá desfilar, lá estarei! Também não importa o adversário, se é o Vasco, o Botafogo, o Flamengo, o Corinthians, o Cruzeiro, o Guarani, o time dos extraterrestres. Estarei vendo o Fluminense, ao lado de meu velho tio; sempre! Lado a lado nas arquibancadas, embora a minha tradição seja de autêntico geraldino... Torno-me sensato e louco ao mesmo tempo, com sorrisos e lágrimas misturando-se, como o espírito adentrando ao corpo físico, à alma. Tio Quinzinho chega  sinceramente a torcer pelo Fluminense. Que coração! E isto, meu amigo torcedor de qualquer time que lê estas linhas impregnadas pela minha mais alegre paixão, representa muito; isto é tudo, para mim. O respeito que tenho por ele e pelo CR Vasco da Gama é o mesmo que ele tem por mim e pelo meu Fluminense FC. Viajo então para um Fla-Flu eterno no tempo, na explosão de ser o maior do Brasil, de ser tantas vezes campeão. Coisas de homens, leitor! Inexplicáveis coisas de homens e seus brinquedos infinitos. ”

*Adaptado de trecho da confissão de Heitor do Lavradio, personagem tricolor do romance ‘O Boêmio’, escrito pelo santista Ricardo Novais, Bookess, 2010.

Por Ricardo Novais

O Último Fla-Flu

“Tudo é Fla-Flu, o resto é paisagem”. (Nelson Rodrigues)


O velho ‘Maraca’ viu na noite de ontem o último Fla-Flu.  Quantas noites foram mais memoráveis?... E o pôr-do-sol?

Sol no Rio de Janeiro, domingo, à tarde, Maracanã – lotado! De um lado os geraldinos tricolores, do outro os geraldinos rubro-negros; é o “Clássico das Multidões”. Depois vieram outros rivais, outras torcidas de “milhões”, mas nenhum duelo é igual a um Fla-Flu naquele templo do futebol.

No dia 14 de outubro de 1951, Flamengo e Fluminense fizeram o primeiro “jogo antes do nada” da história do Maracanã. Naquele tempo, o time tricolor venceu por 1 a 0. Havia lá toda a gente... Ontem, quase 59 anos depois, poucas almas vivas e mortas testemunharam as  duas tradicionais equipes cariocas em seu último confronto neste gramado teatro de sonhos.  Sim, enfático torcedor, o último clássico antes do fenecimento de toda uma vida, vivida apenas na paixão ao esporte bretão; daqui 3 anos, os portões reabrem no mais emblemático palco de futebol da Terra, mas totalmente reformulado à pretensão de abrigar finórias instalações, padrão FIFA, visando os lucros da bola, bem redonda pela pecúnia, na Copa do Mundo de 2014.

Incrível clube das Laranjeiras e fantástico clube da Gávea, um faz parte do outro. Como o Morro Dois Irmãos, um vive e o outro respira, seja no hino seja na inveja. Irmão mais novo, o Flamengo é dissidência do Fluminense; com o amadurecimento, trilharam caminhos opostos, mas sempre tornam e se encontram... e brigam. Brigam feio! Ora; se o amor, também o ódio,  entre irmãos nada mais é que sentimento de respeito; concordas comigo, querido torcedor carioca já saudoso do velho ‘Maraca’?

Mário Filho teria saudade do “Fla-Flu da Lagoa”, Nelson Rodrigues de um Fla-Flu de 1919 ou outro qualquer onde a multidão já tenha morrido, ou quase toda ela já não mais exista. A voz da dona leitora queima minhas orelhas: "E que tens tu, desgraçado autor paulista, cá com nosso maciço e nossos bulevares?" Ó, minha querida senhora, eu só conheço as crônicas empoeiradas, as imagens de fundo de gaveta, as sensações da meninice ouvindo vozes do rádio e os arquivos de internet. Pouco para àqueles que sobreviveram ao tempo, mas bom para mim, que com o escasso imagino muito e vejo todos os mortos e sobreviventes do antológico estádio tremendo, elegantes mulheres boquiabertas, comportadas crianças a pular, e a mais extraordinária euforia Tricolor e o mais belo e notável amor Rubro-Negro.

Ouvem-se gemidos, o último suspiro, de outra criança que chora e escorrega da Geral do Maracanã – que nem é mais a mesma e jamais tornará a ser. Quer chorar também, torcedor geraldino? Pois chore! Mas mantenha esperança em glórias do incerto futuro com um de teus pés atrás. Sei que o  desanimo é grande, chutam para longe o encanecido romantismo e buscam hodierno prazer tecnológico. Da mesma maneira a tristeza é tamanha nas tribunas e nas arquibancadas, atingindo todos os apaixonados pelo Fluminense e o povo flamenguista de laço fraterno e coração sôfrego.

Maracanã colorido em duas metades: rubro-negro e tricolor. Imagem de arquivo.

Pouco importa o placar deste último Fla-Flu. Sabe-se, no entanto, que, assim como em 1951, os tricolores venceram aos rubro-negros, em duelo derradeiro. Ponto. Fechou-se a tampa do passado no Maracanã. Mas daqui começa outra história. Anseio apenas que a sorte que há de vir seja como um autêntico Fla-Flu, a arte de transformar briga em espetáculo.


Por Ricardo Novais

Botafogo no Coração


Foto de Celso Pupo.

O 'Império do Amor' virou cinzas. Os atacantes foliões flamenguistas Adriano e Wágner Love passaram o Carnaval com 'Fogo' na cabeça. Ontem, no velho 'Maraca', o Botafogo fez cinzas rubro-negras numa virada histórica nas semi-finais da Taça Guanabara, válida pelo 1º turno do Campeonato Carioca.

O Flamengo parecia mesmo estar, literalmente, na ressaca de Quarta-Feira de Cinzas. Embora tecnicamente superior ao rival, faltou raça e vontade de vencer do Glorioso de General Severiano.


Desde os anos de 1960 este confronto é conhecido como 'O Clássico da Rivalidade', mas nos últimos anos o confronto ficou ainda mais acirrado visto que os dois fizeram jogos decisivos e importantes. O clube da Gávea tem 119 vitórias e marcou 515 gols contra o rival; já o Fogão tem 104 glórias em cima dos rubro-negros e vararam as redes do inimigo 482 vezes; há computado ainda 108 empates. Ao longo da história do duelo são registrados 330 jogos até a noite de ontem.

Justamente na batalha de ontem, primeiro marcou o Fla, um gol bem no início do jogo, mas o Botafogo empatou ainda no 1º tempo, tento do guerreiro Marcelo Cordeiro.

Quando a primeira etapa caminhava a passos largos para o seu final, o árbitro Luís Silva dos Santos se enrolou. Ele marcou uma falta inexistente de Fahel em Vinicius Pacheco e mostrou cartão vermelho ao botafoguense, que já havia levado amarelo. Porém, após reclamação dos alvinegros, principalmente por parte do experiente Lúcio Flávio (que recebeu vaias da torcida antes e durante o jogo), o 'juizão' voltou atrás, reconsiderou a expulsão de Fahel e, inacreditavelmente, deu cartão amarelo a Fábio Ferreira, que nada fizera no lance.

Foi aí que o conservador, porém competente, treinador Joel Santana provou que tem estrela. Olhou para a velha prancheta 'mágica' e viu a jovem estrela Caio, de 19 anos. "Ele é um filho iluiminado!", exclamaria Joel ao final da partida. E 'Papai Joel', como o técnico é conhecido entre os boleiros, explicou o seu esquema ao pupilo igual um pai orienta a um filho, sacou Lúcio Flávio e pôs o garoto em campo. Não deu outra: A 'Estrela Solitária' brilhou na noite quente do Maior do Mundo, Caio marcou o gol da classificação. Ouvia-se das arquibancadas: "Caio é o novo Nero, colocou fogo no 'império'..." O Maracanã, com pouco mais de 40 mil testemunhas, presenciou, na segunda semi-final da Taça Guanabara o Botafogo vencer o Flamengo, numa virada histórica, por 2 a 1. Agora o Glorioso fará a final, em dois jogos*, contra o Vasco da Gama.

Na outra semi-final disputada no sábado, neste mesmo 'Maraca', na agonia dos pênaltis, o Vasco já havia derrotado o Fluminense, no 'Clássico dos Gigantes'. Os números deste confronto: Vascão 129 vitórias, 503 gols; Flu 110 vitórias, 466 gols; 95 empates; em 334 jogos entre os dois rivais.


Primeira página do jornal esportivo Extra, do Rio de Janeiro.

Quem diria que o 'velho lobo do mar', Joel Santana, lançaria o herói da noite: Caio, meia-atacante que em 3 jogos fez 3 gols. Mágica que nem mesmo o carnavalesco Paulo Barros, vencedor do Carnaval do Rio pela escola de samba Unidos da Tijuca, ousaria em pensar.

No entanto, como há coisas que só acontecem mesmo ao Botafogo, no domingo, no jogo da finalíssima da Taça Guanabara, eu sou bem capaz de apostar que o Vasco será o campeão. De qualquer maneira, quem se sair melhor neste jogo já estará automaticamente na final do Campeonato Carioca; e se vencer a Taça Rio também, correspondente ao 2º turno da competição, nem precisará fazer os jogos da final derradeira, consagrar-se-a campeão direto.

Aos rubro-negros restam se recuperarem de algumas 'ressacas' para encararem, já na próxima quarta no Maracanã, o primeiro jogo na Libertadores da América 2010. Espero que sem 'fanfarronices imperiais'...


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Já que estou apostando no Vasco na final da Taça Guanabara, cá entre nós esqueçamos as contravenções, mas animei-me a fazer uma fézinha no jogo do bicho. Deixa ver, Unidos da Tijuca não vencia o Carnaval desde 1936, o Botafogo finalmente derrotou o Flamengo... Hum... É pavão na cabeça!


Por Ricardo Novais

* (A final da Taça Guanabara é disputada em jogo único, como corrigido pelo caro amigo Zatonio Lahud).

Tricolor Guerreiro!


Espetáculo maravilhoso! Ontem à noite o velho 'Maraca' viu uma das noites mais belas de suas inúmeras noites de emoção. O Fluminense precisava fazer uma diferença de 4 gols contra a LDU, Liga Desportiva Universitária, de Quito, levar para a prorrogação e fazer mais um golzinho ou ir para decisão dos pênaltis. O Tricolor tentou com muita garra, mas conseguiu fazer 3 e, outra vez, a Liga Universitária venceu um torneio sulamericano em cima dos cariocas; agora foi a Taça Sulamericana, ano passado foi a doída derrota na Taça Libertadores (ambas as finais foram num Maracanã lindamente lotado!).

Os torcedores do Fluminense fizeram mais uma versão de seu próprio e original mosaico - Vasco da Gama e Flamengo também fazem a arte. Entretanto, se as arquibancadas tricolores do 'Maraca' ontem não viram título (como no caso do Vasco), nem o maior painel do mundo (como no dia do Flamengo), viram, sem sombra de dúvida, o espetáculo mais bonito da mais bela torcida do País.

Desta vez, o colorido e magnífico Painel do Fluminense dizia: "Eles tem a altitude, vocês tem a nós". Foi uma referência ao primeiro jogo da final, na altíssima Quito, onde o Flu perdeu por 5 a 1; daí a necessidade do Tricolor em fazer tantos gols para virar os rumos da decisão.

No fim, os tricolores reconheceram a derrota e orgulharam-se do brio e do caráter do time em campo: caíram, mas caíram de pé!

A esperança é mesmo Tricolor; domingo tem outra batalha, dessa vez será pela fuga do rebaixamento contra o Coritiba, no Couto Pereira.

Ontem das arquibancadas vieram os gritos: "Time de Guerreiro!"


Provavelmente o senhor leitor amante de futebol deva estar se perguntando: Mas que vídeo é este, o Tricolor foi Campeão do Torneio? Não, parabéns à Liga! Porém, torcedores verdadeiramente apaixonados - que recebem o time na volta para casa depois de uma derrota vexatória, que aplaudem o time depois de perderem finais importantes, que apoiariam o clube em qualquer divisão - devem ser sempre reverenciados.

Deve ter sido numa noite igual a de ontem que Nelson Rodrigues constatou: " Tricolor, só existe um. O resto são clubes de três cores!". Avante sempre, Fluzão!


Por RICARDO NOVAIS
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37a. Rodada do Campeonato Brasileiro

Times incompetentes! Assim poderá se definir o Brasileirão deste ano. Nesta rodada, o São Paulo dependia apenas de si para manter-se na liderança e ser campeão na última rodada (domingo que vem), mas viu o Goiás jogar com a faca nos dentes e vencer por 4 a 2 - que, aliás, já havia engrossado contra o Flamengo, no Maracanã, semana passada. A goleada do despretensioso time goiano para cima do Tricolor coloca uma pulga atrás da orelha dos torcedores: Por que o Goiás, diferentemente do ano passado, queria tanto vencer o São Paulo? Brio, amizade por outros clubes ou a boa e velha 'malinha' branca (às vezes preta)?

O fato é que assim como o Flamengo na rodada passada, o Palmeiras em vários jogos nos quais foi líder, o Atlético que teve muitas chances de assumir a ponta e agora não tem sequer chance de ir à Libertadores (pior: vê o rival Cruzeiro à sua frente e com chances de fixar-se no G4), e o próprio Internacional que tem um excelente time, talvez o melhor tecnicamente, e andou tropeçando - embora ontem tenha vencido de virada o último colocado, o rebaixado à várias rodadas, Sport Recife e luta ainda pelo título - o São Paulo também falhou. Quantos times incompetentes este ano, hein?!

Analisando os jogos da última rodada - que serão disputados todos no mesmo dia e no mesmo horário, às 17 horas do próximo domingo - o Flamengo está com a bola na marca da cal para sagrar-se campeão brasileiro de 2009. O Mengão provavelmente não terá de volta Adriano, já que o 'imperador trapalhão' cortou o pé na sexta-feira passada (andando de moto no jardim de casa?) e está vetado pelo departamento médico rubro-negro, mas tem disputa marcada para o 'Maraca', que certamente estará lotado, contra o Grêmio. Dificilmente o Tricolor Gaúcho não entrará em campo com o 'pé mole', pois vencer o Fla significa ajudar o arque-rival Internacional a ser campeão. Colorado campeão? Jamais, dirá o torcedor gremista. Isto é mais ou menos o que ocorreu ontem, quando o Corinthians, descaradamente, 'entregou' o jogo para os flamenguistas fazerem 2 a 0. Os corintianos vibraram assistindo o rival São Paulo dando adeus à liderança.

Sinceramente, não vejo mal algum nisto. A rivalidade é sadia e um torcedor não quer ver seu 'inimigo' próximo ter mais títulos que o clube do coração. Sempre foi assim! Assim como também sempre houveram os 'moralistas de plantão' que criticam e analisam os jogos como se times de futebol fosse uma máquina de calcular e não mexessem com a paixão das pessoas.

Haja sempre clubes rivais, clubes 'co-irmãos', 'malas', desconfianças, desavenças, emoção e alegria! Viva o Campeonato Brasileiro, porque é brasileiro mesmo!




O Fluminense está dando a maior queimada de língua da história da crônica esportiva. Tirando seus torcedores que jamais perderam a esperança (verde, branca e grená), ninguém acreditava, lá pelo meio do campeonato, que o Flu saísse ileso da zona de rebaixamento - inclusive eu, que derramei uma triste lágrima naquele jogo que o Tricolor perdeu para o Fla no 'Maraca'; ali eu não acreditava mais, mas o Fluminense sempre acreditou em si próprio porque João de Deus nunca o abandonou.




Entretanto, o gigante Botafogo Futebol e Regatas entrou, depois de muito tempo, na zona da degola. O Fogão apanhou ontem de um concorrente direto na fuga da Segunda Divisão, o Atlético-PR. 2 a 0 para o Furacão, fora o baile.

Ainda assim o Bota só depende de uma vitória simples contra o Palmeiras no Engenhão, no Rio. O problema é que o Palmeiras - do craque Diego Sousa que ontem, no Palestra lotado, fez um gol antológico pegando de bate-pronto na bola e chutando-a de trivela do meio do campo - , ainda que a inconstância palmeirense tenha prevalecido neste campeonato, o Verdão luta pela vaga na Libertadores e até pelo título, dependendo da combinação de resultados. O outro jogo importante e decisivo na parte de baixo da tabela é Coritiba x Fluminense, quem perder esta peleja corre sério risco de deixar a elite do futebol nacional.

Façam suas apostas, mas cuidado: um garçom morreu ontem ao cair do 3º andar de um prédio ao comemorar um gol do seu time de coração. Pois é, o futebol está cada vez mais perigoso...


Por Ricardo Novais




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*Fonte: Site do Globo Esporte.

36a. Rodada do Campeonato Brasileiro

Eta, campeonato confuso! Quase 100 mil - 100 mil! - espectadores no 'Maraca', e o Mengão decepcionou. Flamengo apenas empatou com o Goiás num terrível 0 a 0. Pet de bola parada, sempre ele, foi o jogador mais ativo dos rubro-negros. Pouco para arrancar a liderança do Brasileirão do São Paulo, que, no mesmo Rio de Janeiro, mas no Engenhão, perdeu para o Botafogo num jogo eletrizante de duas viradas. Prevaleceu o AlviNegro de General Severiano, 3 a 2 (dois golaços do bom, mas tonto, Jóbson que foi expulso de campo pelo juiz (pra que tirar a camisa na hora de comemorar o gol? Burro!). Ainda assim o Tricolor do Morumbi é o líder isolado da competição.

Há coisas que só acontecem mesmo ao Botafogo, já dizia o jargão. 'Tentando' 'ajudar' o Fla, o Bota 'prejudicou' o Flu, que venceu o Sport, lá em Recife, por 3 a 0 com show do craque argentino Conca. E nesta semana o Tricolor vai à Quito, no Equador, jogar a primeira partida da final da Sulamericana contra a LDU, mesmo adversário da final da Libertadores do ano passado (aliás parabéns aos jogadores brasileiros, que no meio de semana, jogando a classificação para a final da Sulamericana, demonstraram que são muito aguerridos. Quebraram o 'pau' no 'Maraca' contra os paraguaios do Cerro Portenho; avante Flu!). Mas no Brasileirão, na verdade, Fluminense x Botafogo, o 'Clássico Vovô' - o jogo, entre clubes grandes, mais antigo do País - tristemente os dois batalham num confronto que não honra as suas próprias tradições: lutam para fugir de novo vexame sendo rebaixados à segundona. Que João de Deus abençoe os tricolores, mas não se esqueça dos botafoquenses.






Já em Minas Gerais, confronto direto. Atlético e Internacional lutaram num jogo de '6 pontos' e deu Colorado, 1 a 0, em pleno Mineirão. A torcida atleticana vaiou vários jogadores, incluindo o lateral Thiago Feltri que foi o mais castigado. O outro grande de Minas continua na briga pela vaga na Libertadores, o Cruzeiro arrancou um empate fora de casa diante do desesperado Atlético Paranaense, 1 a 1 na Arena da Baixada, em Curitiba.

Por falar na cidade de Curitiba, o Coritiba Football Club, que este ano completou 100 anos de muitas glórias, corre sério risco de salvar os cariocas do rebaixamento e se afundar nas trevas do rebaixamento. Jogou na Vila Belmiro - opa, estou de olho, hein, já estou sabendo que o Teixeira não quer 'largar o osso' mesmo. Como é que pode isto? É presidência 'Ad Eterna'? - e o Santos venceu o Coxa por 4 a 0, mas poderia ter sido 7 a 0 que não seria nenhum absurdo; e que gol maravilhoso fez o menino Neymar, hein? Gol de moleque bom de bola! O tradicionalíssimo Coritiba tem confronto direto com o Fluminense na última rodada; seja o que Deus quiser...

Lutam também para fugir da degola Santo André, ainda respirando por 'aparelhos', e o Náutico - que venceu o Corinthians por 3 a 2, em pleno Pacaembu; Ronaldo jogou, jogou bem, fez gol, perdeu outro por puro preciosismo de craque, mas ele tem crédito no Timão e com o torcedor amante do bom futebol. Vitória tem 47 pontos; aí vem Atlético-PR, Coritiba, Botafogo com 44; Fluminense com 42; Santo André e Náutico aparecem com terríveis 38 pontos; todos estes estão na mesma briga, uns com mais chances, outros com menos, por causa dos confrontos diretos que haverão entre eles. Já o Sport Recife não luta por nada, apenas joga dois amistosos para arrecadar fundos e uma eventual 'mala branca' (ou 'preta'); o último jogo do Leão da Ilha é contra o São Paulo, no Morumbi, e é aí que pode ser decidido o título.

E o Palmeiras, hein? Que vergonha! Nem tanto pela queda de rendimento, é o 4º colocado e foi líder por 14 rodadas seguidas, mas pela falta de preparo da comissão técnica e, sobretudo, da diretoria. O atacante Obina (melhor que o craque camaronês Eto e "primo" do homem mais podoroso do mundo, o presidente americano Obama) e o zagueiro Maurício trocaram golpes dignas de pugilato no final do primeiro tempo lá no gramado do estádio Olímpico, em Porto Alegre, em jogo único de abertura da rodada, quarta-feira passada. O juiz expulsou os dois assim que retornaram ao campo, o Palmeiras perdeu por 2 a 0 (e foi pouco), e os dois atletas palestrinos foram sumariamente demitidos pelos cartolas do clube. Será que era para tanto? Ainda que uma briga por vaidades, poder-se-ia facilmente contornar a situação pelo menos neste final de campeonato. Mas não! Quiseram demonstrar autoritarismo e passar "macheza" aos outros jogadores do elenco e aos próprios torcedores. Quer dizer, eximiram-se da culpa pelas decisões equivocadas e incompetentes que tomaram ao longo do ano. Mais um prova de vã vaidade da diretoria do Verdão, um verdadeiro absurdo!

Na Série B, em jogo de várias faixas próprias dos fardamentos, o Vasco teve a sua faixa de Campeão da Segunda Divisão carimbada pela Ponte Preta, 1 a 0 num 'Maraca' bem vazio, em tarde de sábado bastante quente no Rio. Porém, de nada adiantou a vitória da Macaca, o seu arqui-rival Guarani, juntamente com Ceará (17 anos depois), Atlético-GO e o Campeão Cruzmaltino, disputarão a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro no ano que vem. Parabéns aos ascendentes!

Se no sábado o Maracanã não teve muito público, já no domingo a 'urubuzada' encantou os amantes do futebol. Ainda que os torcedores do Mengão tenham saído um tanto quanto frustradas com o resultado, como é bonito ver o 'Maior do Mundo' colorido por quase 100 mil apaixonados fazendo o maior mosaico do mundo:

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Por RICARDO NOVAIS

35a. Rodada do Campeonato Brasileiro

Nesta rodada foi rebaixado o primeiro clube à 2ª divisão do Brasileirão. O Sport Club do Recife, tradicionalíssimo time do nordeste, empatou num jogo polêmico contra o Palmeiras em São Paulo e disputará a Série B no ano que vem. O Náutico, que perdeu em casa para o Flamengo, parece ir pelo mesmo caminho. Como o Santa Cruz, outro clube popular da linda Recife, está na 4ª divisão, os pernambucanos terão um caminho de agruras em 2010... É pena Leão, Timbu e Tricolor! Três vezes triste!

Já na disputa pelo caneco deste ano, o São Paulo confirmou que é mesmo um clube a ser batido neste sistema de pontos corridos. O Tricolor atropelou o Vitória no sábado, no Morumbi lotado (tinha até caminhão na arquibancada), e é líder absoluto do campeonato com 62 pontos; dois a mais que o Flamengo que chegou aos 60. O 'Imperador' Adriano e o veterano, porém genial, meia Pet fizeram os gols da vitória rubro-negra por 2 a 0 contra o Náutico nos Aflitos, em Recife.

O Palmeiras agora é apenas o 3º colocado, estacionado com 59 pontos; o Internacional venceu o Santos por 2 a 1 (olha aí, hein, vamos ficar de olho nas eleições lá na Vila Belmeiro), deste modo o Colorado arrancou o Atlético do G4 e, de quebra, ultrapassou o Cruzeiro. Galo e Raposa são 5º e 6º colocados na tabela, respectivamente.

No dia do "Washington Day", o Fluminense, quem diria, já ameaça o rival Botafogo na luta para fugir do rebaixamento. O Tricolor venceu um concorrente direto, o Atlético-PR, por 2 a 1 (Fred marcou, de novo, já são 10 gols do artilheiro em 10 jogos; e o garoto Maicon fez um golaço depois de um lindo lançamento do genial argentino Dario Conca) num 'Maraca' colorido, esperançoso e solidário com o eterno ídolo Washington da memorável época do 'Casal 20', a dupla Assis e Washington. Já o Fogão se deu mal em Barueri, perdeu por 3 a 0 do time paulista.

Inimaginável, mas o Botafogo pode ajudar o arque-rival Flamengo, pois o seu próximo jogo é contra o São Paulo, no Engenhão, e precisa vencer para se distanciar do 'fantasma' do rebaixamento. As últimas três rodadas serão emocionantes, tenho certeza!

Enquanto isto, na Série B deste ano, o Vascão sagrou-se campeão. Parabéns a todos os cruzmaltinos! - ainda que tenha sido apenas obrigação para um clube tão grande como o Vasco da Gama. Guarani e Ceará, dois postulantes ao acesso à Série A, empataram num duelo de fogo, com direito a apagão (de novo?), no Castelão, em Fortaleza. Ao Bugre falta apenas 1 pontinho para subir à elite do futebol brasileiro; já ao Ceará faltam 2 pontos. Na parte de baixo da tabela, o tradicional Bahia saiu da zona de rebaixamento (para Série C, hein! Brincadeira! Que falta de categoria do Tricolor da Boa Terra!). Pelo menos o Bahia venceu a Ponte Preta, em Campinas, por 3 a 1 e se distanciou um pouco da degola, mas ainda corre perigo. Cuidado!


Na Europa, Portugal deu um passo decisivo para ir ao Mundial da África do Sul vencendo a Bósnia no Estádio da Luz, em Lisboa. Nossos avós patrícios agradecem o empenho... ;-)

A boa Seleção da Rússia ganhava por 2 a 0 da Eslôvenia, em Moscou, mas tomou um golzinho 'sem-vergonha' no final e, como saldo de gols fora de casa é importante, pode ter se complicado. Veremos no meio desta semana no confronto de volta.

Num clássico europeu, a França venceu a Irlanda, em Dublin, e está com um pé na Copa - agora basta um empate no jogo de volta, em Paris. O vinho sobressaiu à cerveja... :-(

Já na vaga da repescagem americana, o Uruguai venceu a Costa Rica, do técnico brasileiro Renê Simões, por 1 a 0 em São José, capital costa-riquenha. Agora o selecionado uruguaio terá mais tranquilidade no segundo jogo em Montevidéu, nesta próxima quarta-feira. Boa sorte Celeste!

Várias seleções fizeram amistosos neste final de semana. O Brasil venceu a Inglaterra por 1 a 0, lá no 'endinheirado' Catar; o criador foi derrotado pela criatura!

E a Argentina? Ah, rá, rá, rá, rá! A excelente Seleção Espanhola derrotou nossos 'hermanos' por 2 a 1; bem-feito 'boludos'! Ah, por causa da má educação de Maradona com a Imprensa, a Fifa suspendeu o treinador por dois meses; só? Na prática, o 'deus' argentino desfalcará o comando técnico da Argentina apenas em um amistoso que já havia sido marcado para o mês que vem.

Notas tristes:

O jogador mexicano De Nigrs, ex-Santos, morreu na Grécia neste final de semana. Os médicos acusaram ataque fulminante do miocárdio, como causa 'mortis'. Pena ver atletas jovens morrendo por doenças do coração - De Nigrs não foi o primeiro; ele tinha 31 anos de idade.

Na Alemanha, comoção nacional. Muitas homenagens ao goleiro Robert Enke, morto na terça-feria passada atropelado por um trem. A Seleção Alemã faria amistoso contra o Chile, mas cancelou em virtude do funeral do jogador, que provavelmente seria o titular da meta germânica no Mundial da África do Sul. Há suspeitas de suicídio do atleta, Enke foi enterrado ao lado do túmulo de sua esposa.

Descansem em paz, boleiros!

No Estádio do Hannover 96, mais de 40.000 pessoas prestaram as últimas homenagens no funeral de Robert Enke:

33a. Rodada do Campeonato Brasileiro

Impressionante! Eh, Brasileirão! Estádios cheios, emoção à flor da pele, pretensões e esperanças. No sul do País, o Internacional vacilou - de novo, hein! O Botafogo, com muita raça, venceu o jogo em pleno Beira Rio por 1 a 0, golaço de falta do excelente zagueiro Juninho. Ainda falando da tábua de baixo do campeonato, no 'Clássico dos Clássicos', Náutico vs. Sport, disputado no abarrotado Aflitos, o Timbú ganhou por 3 a 2, num jogo "eletrizado". Este também foi o placar do Mineirão, 3 a 2 para Fluminense - "Eu acredito" - e foi depois do Cruzeiro estar vencendo por 2 a 0, ter perdido penalti e ver a chance do título escapar para a esperança em três cores de tradição incontestável.

O título parece mesmo ter ficado entre Palmeiras - que arrancou um empate heróico contra o o Corinthians do genial Ronaldo e do bom jogador argentino Defrederico -; o São Paulo, que chegou com tudo para a disputa do 'caneco' vencendo o Barueri, mas num jogo "polêmico" (eh 'malinha' bendita!); também o Atlético, que conseguiu uma fantástica vitória contra o Goiás que, por sua vez, deu adeus ao título; e o Flamengo, que no sábado, ganhou do Santos, gol do 'Imperador' Adriano (mais um gol na tábua da artilharia, agora ele tem 17 gols, entretanto, Tardelli, do Galo, já tem 18), o goleiro Bruno pegou 2 pênaltis cobrados pelo jovem Paulo Henrique "Ganso" - ai Santos, começou o campeonato na 13ª posição e vem se mantendo no mesmo lugar durante todo o torneio; isto é que é coerência, hein! "Tá" louco!

Esta segunda-feira, feriado de respeito aos mortos, tem gostinho da ressaca do Brasileirão!


Por Ricardo Novais

32a. Rodada do Campeonato Brasileiro

Por um instante eu achei que quem estava jogando no Palestra Itália era Olária-RJ vs. Guarani-SP, mas não! Foi mesmo o, agora mais líder do que nunca, Palmeiras que goleou o Goiás por 4 a 0. No entanto, foi um jogo de dois tempos; o 1º horrível, acabando em 0 a 0; mas ja no 2º, o Porco Verde Selvagem foi violento e arrasador - Obina estraçalhou (quem diria, ele deu até passe de calcanhar e fez 3 na mesma partida, de novo!) e o Verdão acabou com o pobre time esmeraldino. 4 a 0, incontestável!

O 2º colocado agora é o São Paulo, que venceu o Internacional por 1 a 0 num bom jogo de futebol no Morumbi. Será que queimarei a língua com o Tricolor? É; jamais pode-se afirmar que o São Paulo está acabado num campeonato - tenho que reconhecer!

Curioso é o Atlético, toda vez que vai ao Rio de Janeiro leva toda a chuva deste mundo para lá e apanha na hora mais decisiva do campeonato. Desta vez tomou dois do Flu no 'Maraca' com bom público; Diego Tardelli ainda fez o seu 17º golzinho, numa falha do goleirão Tricolor Rafael, e agora é artilheiro isolado do Brasileirão. Ricardinho fez uma ou outra boa jogada (deu um belo chapéu ainda no 1º tempo pela esquerda do meio de campo), porém jogou muito mal. Mas quem irritou mesmo os torcedores do 'Galo Doido' foi o zagueirão Jorge Luís, ele fez penalti bobo, levou cartão amarelo e acabou de prejudicar o time ao ser expulso após cometer falta feia em Fred. Tirando o excelente goleiro uruguaio Carini, que salvou o Galo de tomar mais gols em muitos momentos, Corrêa foi o jogador de linha mais lúcido e foi dele a melhor análise do que o Atlético tem que fazer no campeonato daqui para frente: "Agora ficou difícil, o Palmeiras abriu uma distância complicada, mas vamos ter que mostrar o Atlético de verdade lá em Goiânia contra o Goiás", disse o jogador. Tomara que mostre mesmo, com certeza a fanática massa alvinegra estará na torcida do mesmo modo como compareceu ontem no chuvoso Maracanã.

O Flamengo vacilou (será que vacilou mesmo? O Barueri, além de ser um pequenino time muito simpático, ainda tem excelente jogadores... Como joga bola este Thiago Humberto, Benza Deus! Presta atenção aí Teixeira!), mas o fato é que os rubro-negros (que, por um momento, devem ter saudades do Obina; quem diria!) perderam a quinta posição para o Cruzeiro. O time celeste venceu o Santo André em Belo Horizonte e vêm com tudo, agora pega o esperançoso Fluminense domingo no Mineirão (de novo?).

Por falar na parte de baixo da tabela, o Botafogo (ufa!) saiu da zona de rebaixamento - graças a um penalti meio "suspeito" marcado no Engenhão contra outro time desesperado, o Náutico. O Santo André, que tomou uma virada depois de ter virado o jogo contra o Cruzeiro, agora está pregado na parte de baixo da tábua de classificação. E o Fluzão?

Bom, como já disse, o Flu jogou contra o Galo e venceu por 2 a 1. Ainda está na última posição do Campeonato Brasileiro - o Sport Recife também tem 30 pontos mas está à frente pelo saldo de gols. O argentino Conca fez o 2º gol e, como sempre, foi cérebro da equipe - principalmente depois que o técnico do Atlético, Celso Roth, tirou o capitão e bom marcador Marcos. Fred, que já tinha feito o 1º gol do jogo de penalti, voltou a jogar bem; mas foi a torcida Tricolor quem deu verdadeiro show de esperança, orgulho e força. "Eu acredito". "Lutem até o fim". Estes eram os dizeres entoados e gravados no 'Maraca' nesta histórica e já folclórica noite de quinta-feira. Foi um batismo de boas expectativas nas águas esperançosas do Rio de Janeiro.

Ó João de Deus, quem espera sempre alcança!



Por Ricardo Novais

27a. Rodada do Campeonato Brasileiro

No clássico Santos vs. Palmeiras, o Clássico da Saudade', apelido referente aos maiores times paulistas no auge do futebol brasileiro (década de 1960), o Palestra levou a melhor. Bateu o Peixe por 3 a 1, de virada – ô, “Luxa”, por que tirou o Pará? –, e se mantém líder da competição rumo ao seu Pentacampeonato Brasileiro. Os números históricos do clássico agora computam: 122 vitórias para o time verde, 91 vitórias dos peixeiros e 77 empates.

O São Paulo, que abriu bem a rodada vencendo o Náutico também de virada nos Aflitos no meio de semana, é o segundo colocado, cinco pontos atrás do líder Palmeiras. O Galo venceu bem ao Barueri no sábado, num Mineirão para mais de 47 mil expectadores, e foi beneficiado pelos tropeços dos rivais: Internacional, que decepcionou novamente perdendo de 2 a 0 para o Coritiba em Curitiba; e do Goiás, que viu o Glorioso arrebentar em pleno Serra Dourada: 3 a 1 Botafogo.

Do sul do País vem o jogo mais agitado da rodada: Grêmio 3 x 3 Sport Recife; como não acompanhei a partida, ressalto apenas o golaço de Jonas (ex-Santos – Ê, Teixeira!), artilheiro do campeonato ao lado de Tardelli do Galo e Vs. Ex. o "Imperador" Adriano, todos os três com 14 gols na tábua de artilharia.

Já no “Maraca” lotado, a torcida do Mengão entoou: “Ão, ão, ão, segunda divisão!” No Fla x Flu deu Flamengo: 2 a 0. A defesa do tricolor é brincadeira, hein! Que mãe! Não fosse o goleiro Rafael teríamos goleada no clássico. Adriano, Zé Roberto e o veterano, mas sempre bom, sérvio Pet acabaram com o jogo. Houve também um susto neste jogo, o atacante Alan, do Fluminense, desmaiou e o levaram às pressas para o hospital, na Quinta da Boa Vista. Está tudo bem com o jovem jogador tricolor; provavelmente sofreu, como muitos outros cariocas das Laranjeiras, de “adrianite crônica”. Por falar nisto, o "Imperador" deu um rolinho no zagueiro adversário... Ah, vá pra casa, Cássio! Vá pra casa!... Desculpe, ponderado leitor.

Mas no meio de semana tem mais; quem vence? Fluminense ou Corinthians? Pobre tricolor...
Já na série B, o líder absoluto, Vascão da Gama, ficou no 0 a 0 com o Braga, em Bragança Paulista, de baixo de uma chuva, meu amigo, mas uma chuva...

E a querida turma tricolor baiana deve tomar muito cuidado; já é a segunda rodada em que o sempre tradicional Bahia frequenta a zona de rebaixamento. Em vez de subir para a Série A vai descer para a Série C? Assim não dá!


Ricardo Novais

Botafogo e Fluminense ou Atlético-GO e Ceará?

Findo a 25ª rodada do Brasileirão e a emoção, como ocorre em todos os anos, toma conta do campeonato. Alguns preferem assistir aos jogos da Premier League, do Calcio Italiano, do Campeonato Espanhol ou, até mesmo, do pueril Campeonato Francês. Para estes torcedores amantes do futebol europeu, eu peço, gentilmente, para que não lêem este texto; continue a jogar o seu Playstation, e aperte o triângulo!

A “pipocagem” da rodada fica a cargo do Internacional de Porto Alegre; foi até Salvador, na Bahia, só para perder do Vitória e deixar escapar, por entre os fios do bigode, a liderança do Campeonato Brasileiro. Aliás, devo conter o ânimo e cumprimentar ao “Professor” Wagner Mancini (ex-Santos) que bateu o líder, na semana passada combaliu o Palmeiras, e nesta rodada derrotou o vice-líder; todo jogador de truco tem seus dias de bom jogo!

Já o Galo empacou, neste sábado, diante do Náutico graças a “covardia” de seu treinador que preferiu deixar o veloz, porém "descerebrado", atacante Éder Luis no banco de reservas; ainda sacou o, sonolento, Diego Tardelli quando deveria ter acredito nele até o fim; e viu, da área técnica, a sua jovem revelação, o jogador Renan Oliveira, perder um gol incrível - um espaço enorme, meu filho, faça o gol! - que levaria o Atlético mais à frente no Campeonato.

Mas curioso mesmo, e até surpreendente, é o “tropeço” do São Paulo no empate contra o Santo André, em Ribeirão Preto, com direito a uma pífia interpretação do Hino Nacional por um sertanejo paulista entoando uma viola caipira de doze cordas; ou seria de dez cordas? Isto é melhor perguntar ao Kleber Machado.

Agora esperemos o Palmeiras, na próxima quarta-feira, diante do Cruzeiro em Belo Horizonte, Minas Gerais, para sabermos os próximos passos dos líderes do Brasileirão. O confronto é duro!
Claro que não me esqueci do Goiás Esporte Clube, que também briga, diretamente, pelo título deste ano; parabéns Hélio dos Anjos! "Futebol é para homens, não tem que ter..." Brincadeira; é apenas para promover polêmica neste tedioso blog.

Os torcedores do Goiás devem compreender que para falar da gloriosa vitória, em pleno Estádio do Pacaembú, do time esmeraldino, eu devo, necessariamente, soltar uma grande gargalhada: Corinthians 1 x 4 Goiás! Chega a ser até humilhante... Assisti a este jogo com um amigo num boteco, claro!, infestado de um bando de loucos. Presenciei alguns deles criticando ao Ronaldo (fenômeno?); no entanto, julguei isto injusto. Primeiro que ele não é meia - o que há com esta escola de treinadores gaúchos que não apreciam um bom futebol? - e depois que ele me pareceu o jogador mais lúcido, ao lado do volante Elias, do time corintiano nesta jornada de vanglórias.

Mas chegou a hora mais triste desta crônica. Até agora falamos dos que lutam honradamente no campeonato, mas neste momento devemos olhar para os que padecem no inferno.

Rispidamente faz-se menção ao Clássico Glorioso, Santos x Bota-Fogo. Tanta história, dois times alvinegros, dois times que conhecem o mar, dois times medíocres em campo. O Botafogo ainda parece ser pior, esqueceu as lições de navegação e esforça-se para naufragar. Veremos!

Ai, eu sinto dores virem ao coração; já passou. Domingo, Porto Alegre-RS, 16h00min: Tragédia!!! A tragédia é tricolor. Gostaria de saber, apenas, se o patrocinador do Fluminense disponibilizará o seu plano de saúde às vítimas tricolores de enfarte que darão entrada no Hospital Miguel Couto.

Enquanto isto, na Série B, o Vasco arrasa no "Maraca"; também vêm o rubro-negro de Goiânia, o Atlético-GO, e o Vovô Ceará - e acreditem, o Ceará é do Estado de Alagoas (é a "Mão-de-Deus!") - para os lugares de Botafogo e Fluminense... Há preferência?


Por Ricardo Novais

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