Mostrando postagens com marcador São Paulo FC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador São Paulo FC. Mostrar todas as postagens

Majestoso


Cléber era meu melhor amigo. Trabalhávamos juntos em uma empresa de informática. Eu era solteiro, Cléber era casado, casado com Renata. Renata era muito ciumenta. Nada de futebol, chopinho ou churrascos nos finais de semana. Renata tinha medo que Cléber se enrabichasse por alguma “nega”, como ela dizia entre as amigas da vizinhança. Não, leitor, não pense que era um tribufu, ao contrário, era uma mulher muito bonita, porém, como muitos deste século, Renata padecia de baixa autoestima.

- Neto, cola lá na minha casa hoje à tarde para tomarmos umas cervejas, vamos ver o Timão jogar? – Cléber me convidava sempre em dia de clássico Majestoso.

Eu era são-paulino; Cléber, “coringuento”, como ele denominava um torcedor tradicional do Corinthians. Eu sempre ia ver o jogo na casa dele. Renata gostava de mim; fazia salgados, trazia cervejas e sentava abraçada ao lado do marido. Aquilo me irritava, um pouco. Tarde da noite, eu ia embora sempre meio bêbado e atordoado com as conversas de Renata e Cléber.

Um dia, Cléber resolveu ir acompanhar seu time em um torneio fora do país. Ele era torcedor fanático. Renata não foi, pareceu triste. O casamento parecia não ir bem, o ciúme obsessivo dela, aliado à indiferença de Cléber, atormentavam os dois; era perceptível a todo o prédio. Ah, eu ainda não disse, não é mesmo, leitor? Então digo agora. Eu morava no mesmo prédio que o deles, só que no terceiro andar enquanto que eles moravam no oitavo.

Na segunda noite sozinha, Renata me convidou para jantar. Fui. Jantamos, conversamos, gargalhamos, transamos. Não me julgue, implacável dona leitora. Cléber era um bom sujeito, mas amor não se escolhe. Renata amava Cléber. Eu os amava. Quando o Cléber retornou da viagem com toda a torcida de seu time, Renata contou-lhe tudo – a traição, autoria, detalhe e concluiu como “caso aventureiro” – e suplicou o perdão do marido.

- Não! Como pode fazer isto? Não acredito... Logo agora!... Neto? Como ele pode fazer isto comigo? – Cléber chorava como criança, mas dava murros na mesa como um assassino prestes a atacar seu inimigo.

Repentinamente, levantou-se da cadeira do quarto de dormir e saiu correndo, gritando:

- Isto não fica assim! Isto não fica assim! Neto me paga! Ah, não fica assim!

Há coisas, meu amigo e minha amiga, que só se sabe depois. Como isto é um conto, antecipo o que já ocorreu antes de ter ocorrido; até este parágrafo, evidentemente. Agora sei que, depois que o Cléber saiu furioso, batendo porta, esmurrando o elevador, Renata, receando o pior, tentou cessar o choro, tentando acalmar-se, e sopesou que tinha que fazer algo para evitar uma tragédia. Então, foi atrás do marido-corno. O elevador já havia descido. Parou e então ela saiu em desabalada carreira em direção às escadas. Desceu, correndo, tropeçando, engolindo choro, remorso e o desespero de uma morte anunciada há pouco. Sentia-se culpada. Chegou ao andar, terceiro andar, o andar que eu morava. Parou. Andou lentamente pelo corredor. Parou novamente. Estava em frente a meu apartamento.

Cléber discutia comigo:

- Como pode fazer isto, Neto?

- Por vingança, Cléber. Você acha que é fácil? Aguentar você com ela e eu sempre me contentando em esperar? Ah, vá pra...

- Mas logo agora? Se eu fui viajar justamente para dar um tempo, para tomar coragem e contar tudo à Renata? Eu ia me separar dela, seu imbecil! Eu ia me separar dela para ficar com você, seu cretino!

Nisto, Renata entrou no apartamento. Ela escutara tudo atrás da porta, que havia ficado entreaberta.

- Renata? – eu gritei. – Renata, eu te amo!

- Ai, meu Deus! O que é isto? Vocês... Vocês... Vocês... Um casal?

- Perdoe-me, Renata. Eu ia te contar...

- Cala a boca! – ela gritou colocando as mãos sob as orelhas, mas os ouvidos estavam abertos.

- Eu te amo, Renata! – eu exclamei.

- E eu amo você, Neto! – gritou Cléber.

- Bichas! – concluiu Renata e saiu correndo.

Renata saiu correndo, entrou no elevador e fechou a porta. Cléber me segurava. Dei-lhe um murro. Fui atrás de Renata pelas escadas. Toquei a campainha, arrombei a porta. Renata havia pulado da janela do oitavo andar. Eu perdi o chão. Cai no assoalho e chorei. Levantei-me com a polícia me fazendo perguntas e com o síndico dando a última notícia:

- Mas que tragédia nesta família! Dona Renata pulou da janela e... Bem, sabe, doutor Neto, o doutor Cléber... Bem, o doutor Cléber está pendurado pelo cinto da calça em uma pilar de seu apartamento...

Há coisas que não se explicam, senhor leitor e dona leitora. Como um cinto de calça aguenta o peso de um homem e como um homem não aguenta o peso da dor de uma derrota em um clássico do futebol? Há coisas que não se explicam.


Por Ricardo Novais

San-São. Belo futebol. Que pena!

Imagem do site Canelada F.B. 

Meus caros torcedores,

Finalmente, sim, finalmente chegou ao fim a novela 'Um Ganso que deseja ser Cisne'. Não houve mocinho nem bandido, apenas egocentrismo e jogo de interesses por todos os lados.

O ego maior é do jogador, claro; lembro-me de quase todas as entrevistas de PH Ganso, quando ainda 'craque santista': "Vou voltar a jogar o meu belo futebol", sempre dizia. Um sujeito que se faz um autoelogio é digno de pena – sem trocadilhos galináceos. Para o torcedor fanático santista um pouco mais coerente, já vai tarde; mas para aquele fanático peixeiro mais enfático, haverá o recurso das vaias e das moedas para ajudar o ‘futuro’ craque Cisne a demonstrar seu belíssimo futebol no Morumbi.

Ah! Mas o jogo de interesses, ah, este é todo dos clubes. Um San-São do capeta!

O Santos FC, talvez o clube mais tradicional do futebol mundial em todos os tempos, tentou chantagear, enganar, enrolar, encerrar a vontade alheia; enfim, coisas que, em certo sentido, mancharam o manto alvinegro tão sagrado. Coisas da bola, leitor-torcedor, coisas da bola; e a bola pune.

Já o São Paulo FC, apenas se utilizando de sua costumeira atitude de aliciar o talento alheio, foi digno de pena – outra vez, sem trocadilhos entre aliciamento e galináceos. Como um clube tão grande como o Tricolor do Morumbi, com um grande CT, de tão grandes presidentes/dirigentes, de tão grande torcida, enfim, de tão grande..., não consegue formar suas próprias revelações desde meados da década de oitenta? – Ao que consta, Lucas foi revelado na zona leste paulistana por aquele time da Marginal, 777, além de ser craque duvidoso; Kaká é uma falácia... Ah, claro, tem o Brenno, né? O craque incendiário... Sinal que para ser grande de fato tem que conquistar muita tradição; e tradição é formada pelas atitudes que se toma; quem sabe daqui a duas décadas ou mais, quem sabe...

Penso que os dois clubes são gigantescos, mas as diretorias tiveram atitudes de times pequenos (ou de várzea mesmo). O alvinegro pela falta de sensibilidade prática da situação burlesca da qual vivia, há coisas que não vale a pena se passar na vida; e o tricolor pela falta de respeito (ou inveja) ao trabalho alheio e filosofia futebolística do rival, há coisas que não se deve fazer na vida.

Pior que o futebol, que assistiu um de seus capítulos mais deprimentes, é a crônica esportiva, sempre a utilizar o esquema tático dos oportunistas; mas mais vil ainda é a história de um homem que virou apenas uma página na vida, ou um lance.

Um abraço, caros torcedores. Belíssimo futebol.

Por Ricardo Novais


* Texto publicado originalmente no site de esportes A bola e no espaço de leitores do blog Terceiro Tempo.

Santos, Querido!


"Baleião" e "Baleinha", símbolos oficiais do Santos FC.

Semana Especial: No dia 14 de abril de 1912, portanto há 98 anos, nascia um dos clubes mais importantes do futebol mundial: o Santos Futebol Clube. Em 1912, o presidente do Brasil era o marechal Hermes da Fonseca, havia 24 milhões de brasileiros e o país sustentava-se à base da produção cafeeira. No sul da república iniciaram os conflitos da “Guerra do Contestado”; no nordeste, Padre Cícero, prefeito de Juazeiro do Norte, declarava guerra ao governador do Estado. Porém, de extraordinário evento existente naquele longínquo ano, o (a)fundamento do gigantesco navio Titanic foi o que mais chocou o mundo, sendo naquela mesma tarde a fundação do Santos Futebol Clube. Submergiu morto um incomensurável monstro dos mares, nasceu deste mesmo mar outro ser ‘santástico’ para o planeta, este adorável Santos; viva o ‘planeta bola’!

Da história do glorioso alvinegro da Vila Belmiro, pode-se dividi-la em fases. No começo, a “Pré-história”: período que vai da pedra angular do clube, em 1912, até meados de 1926. Foi uma época de grandes dificuldades, pobre mesmo, e de mero coadjuvante nos campeonatos que disputava.

Na foto, década de 1920, vemos, da direita para a esquerda, em pé: Mário Rocha; Ovídio Sabino; Appio Rocha; João 21; Dio Crecio; Dito Monteiro; João Pedro; Antônio Pedro; Diamantino Paca; Domingos; sentado: Américo Mâncio. (FOTO: Cortesia do sr. Abnuar Octavio Rocha, filho do sr. Appio Rocha).

A “Idade Antiga” é pequena, mas notável. Inicia-se, de fato, em 1927, com a aterrorizante ‘linha dos 100 gols’ – não havia adversário que não temesse e não quisesse ver o Santos. Termina em 1935, quando da conquista do primeiro título oficial do Campeonato Paulista.

foto39.jpg image by Goldarbr
Equipe que venceu o primeiro Campeonato Paulista, em 1935, defendendo o Santos Futebol Clube.

Já estamos na “Idade Média Santista”, a idade das trevas. De 1936 até 1954 o clube da Vila vive uma obscura penúria de conquistas. Não há muito que lembrar...

De modo que vamos logo ao “Iluminismo”, quando o Santos FC escreve um dos mais belos capítulos do futebol mundial em todos os tempos. A “Renascença Santista” inicia-se em 1955, quando é quebrado o jejum de 20 anos sem levantar o ‘Caneco Paulista’; passa por toda a era Pelé, o “Rei do Futebol”, período característico dos nobres cavaleiros da bola, os ‘fantasmas brancos’, que conquistaram todos os campos da Terra e termina justamente na despedida do “Rei” a seus súditos. Bons tempos, tempos românticos, da maior linha de ataque de todos os tempos, fantásticos, onde possivelmente ocorrera a estação mais profícua e bela do esporte bretão.

Época áurea do futebol: 11 Fantasmas do Santos Futebol Clube, "Iluminismo Santista", quando este esquadrão entrava em campo, os adversários tinham calafrios. Até hoje ainda não houve nada mais belo e encantador nos gramados mundiais.

Naturalmente, depois de tanto brilho e encanto, a estagnação residiu forte na Baixada Santista. Administrações herméticas, desmandos de cartolas, enfim, pensamento gerencial que em nada acompanhou os novos andamentos do futebol que vivia a modernidade fugaz. De 1975 a 1994, a “Idade Moderna do Santos”, o time vive outros 20 anos difíceis; homens que deveriam honrar as glórias de uma das maiores sociedades futebolísticas que já surgiram, denegriram sua honra. Em 1º de abril de 1985, o vice-presidente santista da época, anunciou oficialmente a contratação de Arthur Antunes Coimbra, o Zico, então jogador da italiana Udinese, mas tudo não passou de brincadeira impiedosa e cruel de “Dia da Mentira” do cartola fanfarrão que queria divertir-se à custa da torcida que já sofria naturalmente com gozações dos rivais pela falta de competitividade do time da ‘Vila Famosa’. Neste período, o alento santista foi o surgimento da primeira geração dos “Meninos da Vila”, em 1978, embora isto fosse mais produto do acaso dos ‘deuses do futebol’ do que planejamento e respeito ao clube peixeiro.

A partir de 1995, temos a “Era Contemporânea” na Vila Belmiro. Giovanni, o eterno “G-10”, leva o Santos ao vice-campeonato brasileiro. Embora o glorioso Botafogo, de “Túlio Maravilha”, tenha muitos méritos no triunfo do Brasileirão daquele ano, o juiz do jogo final entre os dois gigantes, Márcio Resende de Freitas, apitou em comovente favorecimento ao time carioca – validou gol impedido do botafoguense Túlio e anulou gol legítimo do santista Marcelo Passos – frustrando assim uma das maiores expectativas dos torcedores ‘fantasmas’. Este período atual, no entanto, é marcado pela reestruturação do clube; o Santos venceu Brasileiros, Paulistas, disputou com força a Libertadores e outros torneios importantes, contudo, ainda hoje há muitos santistas que trocariam sem pestanejar um, dois, três, ou quantos títulos forem – salvo, óbvio, as gerações de “Meninos da Vila” – pelo troféu de Campeão Brasileiro de 1995. “Juiz ladrão!”, muitos gritos ainda ecoam do gramado, deste o tempo de Eduardo Taurisano... Deixe isto pra lá, amigo leitor, é história antiga, dou-lhe o caminho, se quiseres insistir em saber dela: Taurisano. E de formidável no futebol são mesmo as lendas, então grita torcedor, grita da arquibancada: “Maldito Márcio Resende de Freitas!”. É; futebol é mesmo uma caixinha de surpresas.

Time Vice-Campeão Brasileiro de 1995. O ex-árbitro Márcio Rezende de Freitas ainda é "persona non grata" na Vila Belmiro. Em pé: Narciso, Marquinhos Capixaba, Gallo, Vágner, Marcos Paulo e o Goleiro Edinho (filho do Rei Pelé); Agachados: Robert, Carlinhos, Jamelli, Giovanni e Marcelo Passos. (Foto: Placar).

Esta é uma breve lembrança de um amante reverenciando o aniversário de um clube de futebol: o incrível Santos, o glorioso alvinegro praiano que vive no meu coração.

MELHOR DO SECULO XX

No mais, todo aniversariante gosta de ganhar cumprimentos e presentes; e o maior presente de um torcedor é vencer o rival. Ontem o Santos FC bateu o São Paulo FC por 3 a 2, no nublado Morumbi, jogo válido pela primeira partida da semifinal do Campeonato Paulista.

San-São ‘santástico’! Dá-lhe Peixe!



Por Ricardo Novais

--- // ----

Texto baseado em reportagens antigas vindas à memória (de modo que pode haver alguma lacuna ou afetação apaixonada); no "Dicionário Santista", de José Roberto Torero, 2005, Rio de Janeiro, Ediouro; e no site do Santos Futebol Clube - Web Site Oficial. Tudo aliado à certa imaginação até fanática do autor deste blogue.

A Letra do San-São


Meninos da Vila

Robinho começou o clássico contra o São Paulo no banco de reservas. Mas a garotada do Santos já estava jogando o fino da bola. o zagueiro tricolor Miranda cometeu falta tola, pênalti. Neymar cobrou com paradinha, um lance plásticamente maravilhoso, e o goleirão Rogério Ceni foi para um lado e a bola para o outro indo parar nos fundos da rede.

O lance lembrou o garoto Chaves brincando com o fanfarrão Kiko, num dos inúmeros e repetitivos episódios exibidos do seriado da televisão mexicana. Compare os lances geniais:

Clique em pausar, na barra lateral, e desabilite a rádio Stay Rock.


Alguns deram muitas gargalhadas da cobrança ousada do pênalti, outros disseram que foi humilhação a um goleiro tão consagrado. Mas os torcedores ficaram radiantes naquelas acanhadas, porém confortáveis, arquibancadas do estádio da cidade de Barueri (sim, este maravilhoso duelo foi disputado lá, uma afronta à história de um dos clássicos mais tradicionais do futebol paulista, o 'San-São', apelido dado pelo sublime cronista Thomaz Mazzoni, do saudoso jornal 'A Gazeta Esportiva' - os números agora marcam 86 glórias para os Peixeiros e 123 vitórias Tricolores, 66 empates, num total de 274 confrontos entre os dois gigantes.


Neymar foi um dos personagens principais em mais um capítulo do Clássico San-São

O jogo de ontem à tarde, que ajudou um pouco a povoar as lendas deste clássico, foi muito disputado. O Tricolor empatou e jogava melhor o 2º tempo, quando Robinho, o 'rei das pedaladas', entrou aos 12 minutos. Entrosamento perfeito com os 'Meninos da Vila'. Ele mesmo sempre será um dos 'Meninos', voltou para sua velha casa e deu mais uma letra da história que quer continuar a contar no clube da Vila Belmiro.

Se Robinho marcou um golaço, Neymar, Ganso, Wesley e cia., jogam o melhor futebol do Brasil hoje, por outro lado, o Tricolor tem problemas visíveis em alguns setores, principalmente no ataque. Embora seja um time fortíssimo, parece um pouco perdido e não me parece culpa do treinador Ricardo Gomes; a meu ver, falta peças ao São Paulo. Talvez na Libertadores, com alguns reforços, o time se encaixe; a estréia é nesta próxima quarta contra o Monterrey, do México, no Morumbi. Veremos...



Ele Voltou pra casa! Robinho marcou golaço de letra no San-São.

Se o Santos FC vai ser campeão absoluto deste ano, eu não sei. Mas que está dando gosto assistir aos seus jogos, ah, isto está. Depois de ver os Meninos da Vila desfilando futebol arte nos gramados, os outros jogos ficam tão sem graça...


Por Ricardo Novais

10 Maiores do São Paulo FC



Dica de boa leitura do meu amigo e grande pensador futebolístico, o Tricolaço do Morumbi, Marcelo Nunes:

Mais uma publicação tricolor será lançada em dezembro para incrementar as já campeãs prateleiras dos torcedores do Maior do Mundo. Desta vez o lançamento é do livro “Os Dez mais do São Paulo” que conta a história e os feitos dos dez jogadores mais representativos do clube que mais ganha títulos no país.

De autoria de Arnaldo Ribeiro (não confundir com o humorista Agildo Ribeiro), o livro falará de craques inesquecíveis como Leônidas, Pedro Rocha, Serginho, Careca, Dario Pereyra, Raí e Rogério Ceni. São, sem dúvidas, personagens que tiveram a honra, o privilégio e a glória de terem marcado suas carreiras no Maior do Mundo. O livro foi editado pela Maquinária Editora e será lançado e vendido na Livraria Saraiva, do Shopping Morumbi.

Com certeza virará Best Seller entre os torcedores do Mais querido.


Por MARCELO NUNES

37a. Rodada do Campeonato Brasileiro

Times incompetentes! Assim poderá se definir o Brasileirão deste ano. Nesta rodada, o São Paulo dependia apenas de si para manter-se na liderança e ser campeão na última rodada (domingo que vem), mas viu o Goiás jogar com a faca nos dentes e vencer por 4 a 2 - que, aliás, já havia engrossado contra o Flamengo, no Maracanã, semana passada. A goleada do despretensioso time goiano para cima do Tricolor coloca uma pulga atrás da orelha dos torcedores: Por que o Goiás, diferentemente do ano passado, queria tanto vencer o São Paulo? Brio, amizade por outros clubes ou a boa e velha 'malinha' branca (às vezes preta)?

O fato é que assim como o Flamengo na rodada passada, o Palmeiras em vários jogos nos quais foi líder, o Atlético que teve muitas chances de assumir a ponta e agora não tem sequer chance de ir à Libertadores (pior: vê o rival Cruzeiro à sua frente e com chances de fixar-se no G4), e o próprio Internacional que tem um excelente time, talvez o melhor tecnicamente, e andou tropeçando - embora ontem tenha vencido de virada o último colocado, o rebaixado à várias rodadas, Sport Recife e luta ainda pelo título - o São Paulo também falhou. Quantos times incompetentes este ano, hein?!

Analisando os jogos da última rodada - que serão disputados todos no mesmo dia e no mesmo horário, às 17 horas do próximo domingo - o Flamengo está com a bola na marca da cal para sagrar-se campeão brasileiro de 2009. O Mengão provavelmente não terá de volta Adriano, já que o 'imperador trapalhão' cortou o pé na sexta-feira passada (andando de moto no jardim de casa?) e está vetado pelo departamento médico rubro-negro, mas tem disputa marcada para o 'Maraca', que certamente estará lotado, contra o Grêmio. Dificilmente o Tricolor Gaúcho não entrará em campo com o 'pé mole', pois vencer o Fla significa ajudar o arque-rival Internacional a ser campeão. Colorado campeão? Jamais, dirá o torcedor gremista. Isto é mais ou menos o que ocorreu ontem, quando o Corinthians, descaradamente, 'entregou' o jogo para os flamenguistas fazerem 2 a 0. Os corintianos vibraram assistindo o rival São Paulo dando adeus à liderança.

Sinceramente, não vejo mal algum nisto. A rivalidade é sadia e um torcedor não quer ver seu 'inimigo' próximo ter mais títulos que o clube do coração. Sempre foi assim! Assim como também sempre houveram os 'moralistas de plantão' que criticam e analisam os jogos como se times de futebol fosse uma máquina de calcular e não mexessem com a paixão das pessoas.

Haja sempre clubes rivais, clubes 'co-irmãos', 'malas', desconfianças, desavenças, emoção e alegria! Viva o Campeonato Brasileiro, porque é brasileiro mesmo!




O Fluminense está dando a maior queimada de língua da história da crônica esportiva. Tirando seus torcedores que jamais perderam a esperança (verde, branca e grená), ninguém acreditava, lá pelo meio do campeonato, que o Flu saísse ileso da zona de rebaixamento - inclusive eu, que derramei uma triste lágrima naquele jogo que o Tricolor perdeu para o Fla no 'Maraca'; ali eu não acreditava mais, mas o Fluminense sempre acreditou em si próprio porque João de Deus nunca o abandonou.




Entretanto, o gigante Botafogo Futebol e Regatas entrou, depois de muito tempo, na zona da degola. O Fogão apanhou ontem de um concorrente direto na fuga da Segunda Divisão, o Atlético-PR. 2 a 0 para o Furacão, fora o baile.

Ainda assim o Bota só depende de uma vitória simples contra o Palmeiras no Engenhão, no Rio. O problema é que o Palmeiras - do craque Diego Sousa que ontem, no Palestra lotado, fez um gol antológico pegando de bate-pronto na bola e chutando-a de trivela do meio do campo - , ainda que a inconstância palmeirense tenha prevalecido neste campeonato, o Verdão luta pela vaga na Libertadores e até pelo título, dependendo da combinação de resultados. O outro jogo importante e decisivo na parte de baixo da tabela é Coritiba x Fluminense, quem perder esta peleja corre sério risco de deixar a elite do futebol nacional.

Façam suas apostas, mas cuidado: um garçom morreu ontem ao cair do 3º andar de um prédio ao comemorar um gol do seu time de coração. Pois é, o futebol está cada vez mais perigoso...


Por Ricardo Novais




__________________________
*Fonte: Site do Globo Esporte.

Tricolor Celeste

Hoje no Boleiros Bar, aprazível boteco para fanáticos e apaixonados por futebol localizado no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, será lançado o livro: Tricolor Celeste.

O livro conta a história de craques uruguaios que fizeram sucesso no São Paulo Futebol Clube: Diego Lugano, Dario Pereyra, Pablo Forlán e Pedro Rocha.

Parabéns ao jornalista, escritor e torcedor do Tricolor, Luis Augusto Simon, autor do livro, que teve uma excelente percepção de que alguns dos maiores ídolos do São Paulo vieram do Uruguai, a eterna "Celeste Olímpica". Realmente é impressionante a identificação de grandes jogadores uruguaios com o clube do Morumbi.

Parabéns também a tradicionalíssima Seleção do Uruguai que, numa festa linda em Montevidéo, qualificou-se ontem para o Mundial da África do Sul, no ano que vem. Viva a Celeste!

O livro dos heróis uruguaios do Tricolor terá a noite de autógrafos a partir das 19 horas desta quinta-feira, lá no Boleiros Bar. Se você for torcedor do São Paulo, ou apenas amante do futebol, vale muito a pena dar uma passadinha na Vila Madalena (o primeiro Boleiros Bar ainda fica na Vila Olímpia); tanto para comprar o livro, que é maravilhoso, como para tomar aquele chopinho gelado contemplando fotos de craques do passado, camisas de clubes de futebol de diversos lugares, capas antológicas de revistas esportivas e objetos importantes expostas de maneira descontraída e despojada.


Boleiros Bar – Rua Mourato Coelho, 1194 - São Paulo/SP

33a. Rodada do Campeonato Brasileiro

Impressionante! Eh, Brasileirão! Estádios cheios, emoção à flor da pele, pretensões e esperanças. No sul do País, o Internacional vacilou - de novo, hein! O Botafogo, com muita raça, venceu o jogo em pleno Beira Rio por 1 a 0, golaço de falta do excelente zagueiro Juninho. Ainda falando da tábua de baixo do campeonato, no 'Clássico dos Clássicos', Náutico vs. Sport, disputado no abarrotado Aflitos, o Timbú ganhou por 3 a 2, num jogo "eletrizado". Este também foi o placar do Mineirão, 3 a 2 para Fluminense - "Eu acredito" - e foi depois do Cruzeiro estar vencendo por 2 a 0, ter perdido penalti e ver a chance do título escapar para a esperança em três cores de tradição incontestável.

O título parece mesmo ter ficado entre Palmeiras - que arrancou um empate heróico contra o o Corinthians do genial Ronaldo e do bom jogador argentino Defrederico -; o São Paulo, que chegou com tudo para a disputa do 'caneco' vencendo o Barueri, mas num jogo "polêmico" (eh 'malinha' bendita!); também o Atlético, que conseguiu uma fantástica vitória contra o Goiás que, por sua vez, deu adeus ao título; e o Flamengo, que no sábado, ganhou do Santos, gol do 'Imperador' Adriano (mais um gol na tábua da artilharia, agora ele tem 17 gols, entretanto, Tardelli, do Galo, já tem 18), o goleiro Bruno pegou 2 pênaltis cobrados pelo jovem Paulo Henrique "Ganso" - ai Santos, começou o campeonato na 13ª posição e vem se mantendo no mesmo lugar durante todo o torneio; isto é que é coerência, hein! "Tá" louco!

Esta segunda-feira, feriado de respeito aos mortos, tem gostinho da ressaca do Brasileirão!


Por Ricardo Novais

Ódio no Futebol Paulista


Ontem, assistindo a derrota do time do São Paulo diante do Flamengo por 2 a 1 (que virada do Mengão!), fiquei pensando na frase que um amigo, que também acompanhava comigo ao jogo pela Tv de um boteco, naturalmente! Ele deferiu: “Bem-feito! Odeio estes bambis!...”

Curioso, eu também não torço pelo São Paulo, mas estou longe de odiar o clube do Morumbi – ou qualquer outro time grande do futebol brasileiro.

Até bem pouco tempo atrás, a rivalidade mais ferrenha dos paulistas no futebol era contra os cariocas, e assim mesmo a disputa era para ser o melhor: Rio ou São Paulo? Quem sabe se o "esfriamento" da rivalidade dos dois Estados esteja no fato dos cariocas estarem em baixa – aliás, muito em baixa no momento. Enquanto isto o São Paulo Futebol Clube e os outros paulistas estão em alta nas últimas temporadas... Será isto? Não sei.

Ademais, sou de um tempo que o Tricolor Paulista era conhecido apenas por Pó-de-arroz (alcunha vinda do Tricolor do Rio, o Flu das Elites), ou então era reconhecido por aquele velhinho risonho, o santo São Paulo. Mas bambi, onde já se viu? Não que eu seja contra homossexuais, e também não sou contrário ao humor nos setores da sociedade, mas é que neste caso passou do limite do bom gosto – denominam os tricolores como bambis de forma pejorativa e discriminatória, como estigma de ódio ao cidadão que pensa diferente ou ao sujeito que tem melhores idéias e planejamento.

Alguns cronistas dizem que o São Paulo é apenas o time a ser batido nesta década por causa dos títulos que o clube andou ganhando nos últimos anos, e é, portanto, natural que todos queiram vencer o Tricolor. Hum... Há um problema latente nesta tese. Mas se todo mundo também queria ganhar do Santos Futebol Clube, nos anos de 1960, e não há registro que odiavam o time da Vila Belmiro. Mesmo o Corinthians, no final da década de 1990 e início da de 2000, era “secado” por seus rivais, mas não consta que reuniam contra os Alvinegros do Parque São Jorge sentimentos tão estranhos de ódio pulsante. Já no outro parque, Parque Antártica, o Palmeiras um dia foi – acreditem! – uma máquina de estraçalhar adversários, na época da Parmalat, década de 1990, no entanto, recordo bem que todos respeitavam o Verdão com veneração ao futebol arte. Lembro-me, ainda criança, que o próprio São Paulo Futebol Clube, da Era Telê Santana, reunia muitos admiradores de seus rivais, e não detinham contra o ele este sentimento ruim e desprezível – que nada tem haver com o esporte bretão.

Por outro lado, parece também que alguns dos próprios diretores do São Paulo ajudaram a difundir este sentimento desprezível, pois agem com certa arrogância pedante e com incompreensível menosprezo e inimizade aos “Co-Irmãos” Paulistas – e até de outros Estados. Assim como também há os torcedores ignóbeis que por certo não conhecem a história gloriosa do São Paulo Futebol Clube e somente querem ver nutrir o malefício odioso entres as facções criadas no futebol. Mas é verdade, devo eu reconhecer, que existem muitos torcedores que não cultuam a tradição do time pelo qual torcem em muitos outros grandes clubes espalhados pelo Brasil e, certamente, pelo mundo afora.

Eu não compactuo do ódio num esporte tão apaixonante como o futebol. Também não gostaria de assistir a um campeonato nacional, seja ele qual for, sem São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Santos. Mas, para não taxarem-me de preconceituoso contra times de menor expressão no cenário futebolístico nacional – assim como para não polemizar neste blog classificando quem são estes grandes clubes – já vou terminando este texto impressionado.

Findo as letras, entretanto, dizendo que o São Paulo Futebol Clube é uma instituição do Estado de São Paulo; assim como os são outros clubes paulistas – incluindo aí a Lusa, o Juventus, o extinto Paulistano, o Nacional, o Guarani, a Ponte, a Ferroviária etc... Meu Deus! São tantos os tradicionais por estas bandas!... Um time que surgiu na Praça da Sé, da força dissidente de dois clubes, em 1935, e que foi lá para os lados do bairro do Morumbi, quando lá era longe mesmo, pela união de vários homens amantes deste esporte mágico chamado futebol, e que sempre respeitaram os seus adversários, que ainda leva o nome da cidade mais cosmopolita da America Latina, não pode, de maneira alguma, ser reduzido a um maldito estigma de ódio. Hodiernamente o São Paulo é um time tão popular como o é o Corinthians e o Flamengo, ou seja, deixou há muito de ser um clube de nicho dos ricos ou endinheirados industriais para invadir todos os setores desta nossa pujante sociedade moderna – inclusive sim os gays, os pobres, as mulheres executivas e os homens do campo.

Rivalidade, sim; ódio, jamais!

Por Ricardo Novais

Fique de Olho no Apito!

Terminou a 26ª rodada do brasileirão. O Palmeiras segue firme na ponta da competição e abriu pontos diante dos concorrentes São Paulo e Internacional; no entanto, Goiás e Galo embolaram de vez a briga pelo título, que, aliás, promete ser acirrada até a última rodada. Portanto, veremos ainda muita bola rolando (ou tentando rolar) nos gramados neste ano pelo Campeonato Brasileiro.

Barueri 0 x 1 Cruzeiro – Após uma semana polêmica, o Cruzeiro jogou fora de casa e venceu, levantando assim o astral de Kleber, polêmico e indeciso atacante que não decidou ainda em qual Palestra quer jogar, se o mineiro ou o paulista. Mas o gol dos mineiros estava em clamoroso impedimento, hein!

Palmeiras 2 x 1 Atlético/PR – Jogo duro, mas o Verdão, ainda embalado pela boa vitória no meio de semana, sofreu pressão dos paranaenses, neste sábado no Parque Antártica. Venceu e viu de camarote os adversários diretos jogarem neste domingo. O zagueiro Danilo foi atração a parte nesta partida; o Palmeiras bateu o pé para ele jogar, e Danilo participou tanto do gol do rubro-negro do Paraná quanto do gol da vitória do Palestra. Já ao Atlético-PR resta lutar para entrar na zona da Sul-Americana.

São Paulo 1 x 1 Corinthians – Clássico agitado, mas com pouca técnica. O zagueiro do Tricolor Paulista, André Dias, protagonizou um dos lances mais ridículos deste campeonato no gol corintiano, que foi do apático (fenômeno?) Ronaldo – talvez estivesse com a cabeça já em Cingapura, onde irá esta semana promover seus negócios particulares. O gol do São Paulo estava impedido; mas o que há com os árbitros do Brasileirão? São cegos? Desastre a arbritagem no Morumbi nesta tarde de domingo. Pelo lado tricolor, Hernanes foi o jogador mais criativo; gostei também da entrada do Marlos e, claro!, do Washington, afinal foi ele quem empatou o jogo – e foi expulso injustamente! Já os alvinegros, de tanto que se falou em Defederico e Edno, parece que Messi e Cristiano Ronaldo estão estreando no Corinthians. Confesso que me decepcionei um pouco com o jogador argentino; mas acredito que seja normal, ele sentou a estréia num clássico de tanta rivalidade. Por falar nisso, houve confusão entre as torcidas nos arredores do Morumbi; porém isto já é coisa trivial nos estádios brasileiros. Será que esta questão também é uma das pautas da FIFA para se resolver até a Copa de 2014?

Coritiba 2 x 0 Náutico – Jogo inexpressivo! Serviu para que o Fluminense acredite que ainda dá; será? O Náutico parece querer muito o rebaixamento, não há jogo que entre com vontade de vencer; chega a ser impressionante... Falta força ao Conjunto Timbu.

Goiás 2 x 1 Grêmio – Grande jogo no Serra Dourada. Ambos lutavam pelo G4, vindos de belas goleadas na última rodada, mas o Goiás provou que quer também o título. Veremos!

Fluminense 3 x Avaí 2 – Desespero! Assim pode-se intitular a tarde deste domingo no Maracanã. O Tricolor lutou, ainda que não se livre dos mesmos problemas: defesa ruim, meio campo técnico, porém instável e ataque inoperante. Sem contar o juiz que inverteu várias jogadas do Fluzão. Mas não podemos dizer que não houve raça e entrega dos jogadores. A torcida Pó-de-Arroz incentivou o time o tempo todo, mesmo nos muitos lances bizarros proporcionados pela defesa e pelo sofrimento de ter de segurar o resultado no final do jogo. Deu gosto de ver as bandeiras tricolores transmitindo emoção; apesar de não terem lotado o "Maraca", os torcedores do Fluminense fizeram um espetáculo à parte nas arquibancadas. Agora há novo alento, ainda que mínimo... Força Tricolor!

Internacional 0 x 0 Flamengo – O Colorado passa por mais um momento de turbulência. Não vence há quatro partidas – contando a Sul-Ameriacana – e perdeu duas oportunidades de assumir a liderança do Brasileiro. Neste jogo complicado contra o embalado Flamengo, o Inter empacou novamente. Será culpa do juiz que permitiu jogo naquele gramado do Beira Rio tão castigado pela chuva que caiu em Porto Alegre neste final de semana? Será culpa do técnico Colorado (que, aliás, é da tradicional escola gaúcha)? Ou há algo nesta diretoria Colorada que está se demonstrando provinciana e incompetente? Deixemos o povo gaudério responder.

Atlético 3 x Santos 1 – Vitória fundamental para o Galo almejar algo maior neste campeonato. O time do recém contratado Ricardinho não tomou consciência do Peixe no Mineirão. O Santos, de Vanderlei Luxemburgo, patina na competição. Portanto, parem de iludir o torcedor do Santos Futebol Clube com esta “historinha” de Libertadores 2010. É brincadeira, fanfarronada dos comandantes Peixeiros, hein! Mais para frente – deixemos dezembro chegar – discutiremos os rumos do inerte presidente santista e da competência da atual diretoria; já são quantos anos sem títulos importantes mesmo?

Botafogo 1 x 3 Vitória – Que vergonha! No dia em que inauguraram uma estátua da Enciclopédia do Futebol, Nilton Santos, o Botafogo desprestigiou a sua própria tradição. O time que só empatava, desta vez perdeu feio e tivemos confusão da “galera” no Estádio João Havelange, o Engenhão. Mas a torcida do Glorioso tem razão de irritar-se com um time sem brio e que não honra o manto sagrado que vestem. Também houve reclamação sobre a arbritagem, não sei se justas; ao meu ver, o juiz deste jogo foi o que melhor apitou nesta desastrosa rodada. Melhor seria se a torcida botafoguense tivesse ido prestigiar a 11a. edição do tradicionalíssimo Festival Internacional de Cinema do Rio (estreiou neste final de semana e vai até 08 de outubro) em vez de ir passar nervoso no Engenhão; aposto que seria um programa muito mais agradável.

Sport 2 x 1 Sto. André – O Sport fez a sua parte, passou pelo time do ABC que faz suas esperançosas apostas, de fugir do rebaixamento, no veterano Marcelinho Carioca. Mas, também, na Ilha do Retiro eu sou mais Sport contra este fraquíssimo Ramalhão.

Finda esta rodada do Brasileirão, bom feriado para aos judeus, e boa semana a todos!


Por Ricardo Novais

Protected by Copyscape Online Infringement Detector