Mostrando postagens com marcador Internet / Tecnologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Internet / Tecnologia. Mostrar todas as postagens

Reflexão do Camundongo

Imagem do Site: Ciência Portugal.

Hoje de manhã, andando pela rua, vi do outro lado da calçada uma moça belíssima. Meus pensamentos, que até então eram esparsos e vazios de novidade, voltaram-se para àquela figura agradável e que enleaste minhas primeiras horas do dia. De modo que fiquei, em certa altura, admirando o desenho dela à calçada, e esta ao lado do muro escolar próximo ao ponto de ônibus e à estação do metrô.

Se eu obedecesse ao prazer de meus pensamentos, ficaria no outro, sem nunca ter iniciado este post. Mas não há lembrança que não se sobreponha à outra, se esta for menos agradável. E esta é. Sendo assim, meus olhos viram, à distância pouca e entre as máquinas de outro homem, uma manchete de jornal online: “Cientistas Criam Vida Inteligente”. Foi isto que me fez esquecer a bela moça que andava elegante e despretensiosamente pela calçada oposta à minha.

Maldito gênio matinal que me tirou memórias deleitosas!... Fui então à minha máquina tomar conhecimento da notícia científica com maiores pormenores. Tratava-se de afirmação polêmica de médico italiano e seu colega norte-americano cientista de novas mídias, fundamentados por filosofia de Königsberg, de arriscada experiência biológica que promove a capacidade de um ser, de vida natural, em armazenar todas as informações existentes no mundo, usá-las e comunicá-las com recursos céleres.

O jornalista que escreveu o artigo, por certo tão preparado quanto os que lêem tais notícias, expunha que a Igreja Católica manifestou-se contrária a tal manipulação genética e que a classe política internacional é avessa ao conhecimento geral. Mas foi a declaração do rato, cobaia no experimento de criação da vida mecânica baseada na vida natural com capacidade de guardar dados, que causou a maior controvérsia. Verídico, leitor; não foi uma declaração oral, mas ocular. Havia uma fotografia abaixo da manchete e ao lado do texto, “Cientistas Criam Vida Inteligente”, onde se podia perceber toda a reflexão do camundongo. Verdade que as fotos não falam, talvez nem seja aptidão dos camundongos a organização cerebral; entretanto, via-se nos olhos arredondados e profundos do calunga a meditação de especialista em ciência e em opiniões tecnológicas.

Eis qual foi o solilóquio do rato:

“Este meu dirigente sofista quer criar vida... E inteligente! Estais a brincar de Deus. Meu querido diretor não se importa com pudores religiosos nem morais. Ousado és tu, tenta criar vida humana a partir de meus poucos esforços intelectuais... Clona-me, portanto. Não há de ser nada. Enquanto estudas teus experimentos, vou ajuizando que teu império não vale muito; sou eu quem me alimento de teus inventos quando estes forem tão-só lixo. Sou eu o protozoário que transmitirá tal parasita ao hospedeiro intermediário para que no futuro chegue ao hospedeiro definitivo. Além de que não tenho tuas angústias, amigo cientista, nem tuas implicações éticas, muito menos teu ‘papel de Deus’ criador da vida clarividente estimando (in)sensivelmente quantos fetos, ou bebês, defeituosos serão descartados na disputa do pioneirismo da clonagem existencial de ser arauto de todas as notícias da Terra – é de teu ofício, senhor, esta linha de montagem industrial... Fosse de meu encargo este experimento, eu o faria na tentativa de estabelecer conservada a ordem universal, como já existe, assim prolongaria também o tempo de modo a atingir teu objetivo de acumular e processar todo o conhecimento ungido sem nada perder-se no processo. Mas nunca como tu, cientista de razão pura, ambicionando criar tal antropocêntrica enciclopédia de acessos ultra celerados.”

Vi esta imaginação na imagem, nem tão grande nem tão curta, daquele camundongo que apareceu em artigo de jornal editado pela internet. A própria reflexão resignada apareceu nas retinas dele, pouco cáusticas e mais sinceras; pobre diabo! Não pude ver-lhe o gesto na fotografia, nem ouvir-lhe palavra ou cogitar-lhe outro julgamento; apenas pude ler-lhe os olhos arredondados e profundos.

Eu ri do rato, ele também riu de mim. Depois fui ter em outras coisas, outras figuras de moças belíssimas, outros pensamentos esparsos, enfim, fui cuidar da vida; vida esta tão celerada que consta já sofrer de ‘síndrome da fadiga da informação’. Maldição de 'Weil'? Ou será apenas a ação natural do 'toxoplasma gongii'? Aquele camundongo de ofício cobaia nada mais pode dizer; é que assim que ele alcançou a natural liberdade, tornou logo a antigo litígio com um felino, certamente hospedeiro intermediário, já seu conhecido.


Por Ricardo Novais

República Burraldina


Brasão representativo da amizade entre repúblicas, no caso a argentina e a brasileira.


Lembrei-me de certa conversa que tive com um certo senhor, noutro dia. O nome dele é Jaques Burraldo.


A história dele é bem simples, perceba. Os posts da web dizem que vive ali um certo jornalista, Jaques Burraldo da Silva, que busca incessantemente a exposição total no intuito de ser celebridade. Como a internet é terra sem lei sob o céu da escuridão, frases de 140 caracteres nada dizem.


Aproveitando-se disto, Burraldo da Silva invadiu os lugares-comuns para travar resenhas balofas com outros iguais a ele. No entanto, a velocidade assombrosa com que as mensagens se propagam contrasta em muito com a lentidão dos pensamentos do jornalista. Raciocínios ordinários, mas polidos. Até aqueles das comunidades e redes mais passivas, talvez do tempo em a burrice era coisa mais humilde e apenas colava os seus ouvidos à porta da inteligência arrogante, agora integram-se pela democracia digital.


Verdade que por um lado a internet democratizou para todos o que pensa o intelectual Jaques Burraldo da Silva, dando aos seus leitores tanto o acesso à obra dele como também de expressarem-se sobre ela, porém, do mesmo modo, liberou os seus críticos para insurgirem dos interiores do acaso e de relâmpago. Mas Burraldo apenas julga estes últimos como idiotas. Chega mesmo a pressentir o pior e ter medo da ‘revolução burralda’; contudo, o temor logo passa, ele já se incorporou à rede social em que vive; isto é, copiosíssima e acéfala.


Consta que assimilou tão bem a questão que, por estes dias, tornou-se ferrenho defensor do separatismo. Trama, pacificamente, dentro da lei qual nem mesmo acredita e por certa lista on-line de assinaturas de jovens balofos e superficiais, declarar a 'República Burraldina'; almeja autonomia e independência da federação real, qual esta que ele julga explorar a criatividade virtual. Este "Estado" recente, diga-se, é uma república de gerais; e foi daí que os aliados forjaram o termo "burraldino".


Ora, não pense o leitor que ele desejasse um antispam para mensagens contrárias à nova república dos burraldos. Absolutamente! Apenas deixou que os pensamentos lhe guiassem a esmo, em 140 caracteres; no caso de desenvolver tratado, aí ele lança mão de seu formidável blogue que fica alojado num sítio virtual onde encontram-se vários com a mesma denúncia vazia. Lá Burraldo da Silva é carinhosamente chamado de "Burraldão" pelos amigos e "Burraldinho" pelas queridas amigas, lá ele se sente em casa, compreende que é amado por fortes asnos e grandes blogueiros. Ele percebe, obviamente, o improviso, o arrebatamento, a velocidade da democracia inesperada. Às vezes, acomete-lhe vertigens que logo domina, porém nem sempre conscientemente. O caso é que o burraldino tem auto-controle notável. Sempre diz aos quatro ventos: "bravos guerreiros nos deram a força e a moral...". Bem, o resto é saber que, ainda no final do século XIX, certos sertanistas bandeirantes serviram de sugestão histórica de que o poder deveria emanar de determinado lugar, já que seu povo seria descendente de comandantes natos. Já nos primeiros anos do século XX, o que era sugestão virou política pública na ideia brasileira. "Non ducor, duco".


Se isto vos parecer muito enfático, infeliz leitor, é que nunca lestes as pérolas extraordinárias do jornalista Jaques Burraldo da Silva; mas mesmo aí em seu ciclo deve haver também lá os seus correligionários, não? Uma onomatopéia! Isto, leitor, um grito de lamentação.


Há ocasiões em que o jornalista, adepto fervoroso da onomatopéia, fica também entediado. Nada tem a dizer, nem mesmo em 140 caracteres. O cérebro apresenta-se tão vazio e fugaz como o ambiente onde a própria ideia se manifesta. Neste momento, no entanto, surgem muitos escritos atribuídos a Jaques Burraldo. Ele pensa: “Ué, mas não escrevi isto”. Pensa, porém não materializa isto em expressão pública, deixa que ponderem que foi ele, autor de prestígio, o articulista das correntes mais gloriosas e afamadas no mundo em rede. Gosta de ser amado ou odiado, sabe que é uma celebridade e todos comentam dele e dos pensamentos dele. Quem sabe o falatório não chegue ao sítio onde vive...


Jaques Burraldo da Silva, à noite, recebe muitos cumprimentos. Ultimamente anda recebendo também prêmios e menções pela sua relevância no mundo virtual. Creio que estão escrevendo a biografia dele, e desconfio que numa enciclopédia.


Por Ricardo Novais

Olá, Querido Bogue!



Suspeitam que entre meu blogue e eu há um romance. Nego! Somos apenas bons amigos, trocamos somente palavras.

Muitos dos senhores blogueiros e das donas blogueiras fazem de seus blogues verdadeiros casos de doentia paixão, ou de amor sincero e irrestrito - às vezes, também, escrevem com ódio, como se postassem querendo assassinar as palavras ou o idioma.

Um blogue que se preze é o grande antagonista de seu autor - pois a própria palavra que o define já indica a sua função: blogue, do originário marítimo-britânico weblog, quer dizer web + log; ou seja, registradas como um diário de bordo, só que de forma virtual e cronologicamente inversa. É o encontro com os fantasmas interiores de quem escreve, frente a frente, vindos surgindo linha após linha.

Claro que os leitores e seus comentários são importantes, mas estes valem mais como a valorização da reflexão e do sentimento atrelado a vaidade do blogueiro. Mas o ato indescritível de escrever, de colocar em um texto todas as ideias que consomem os pensamentos, é confessionário da própria intelectualidade, a desmistificação da própria cultura (como conceito de povo), é, do mesmo modo, o saber que ainda não veio, a vida que ainda não se realizou, é o que ainda está por fazer, em potencial, irrealizado.

Ó, blogue tão querido; a janela para o mundo e também a porta que fecha-se sozinha dentro do próprio quarto verve e escuro.

Neste caso específico, meu blogue e eu temos mesmo apenas uma relação de amizade; destas que não se afetam por paixão alguma. É que amigos sabem que serão sempre amigos. Pois compartilhamos momentos presentes e também os eventos passados que ficam na memória e conjecturamos a vida futura que sobrevoa os sonhos. Palavras que me dão força, que sempre está disponível ao lado para um consolo, nas conquistas, nas derrotas, nas horas boas e nas horas difíceis.

Verdade que amigo que é amigo nem sempre pensa do mesmo jeito, por isto, às vezes, eu abro mão de uma ou outra palavra ou vírgula, retiro uma ou outra linha que não se encaixa no modo conciso e efêmero que se dão as relações na internet - pois, afinal de contas, o meu blogue também tem a sua casa no mundo virtual da internet.

Mas é neste blogue, em nenhum outro lugar, que posso deixar todos os meus segredos, todas as minhas emoções, e alguma compreensão... Ele é diversão! Conto com ele sempre que preciso. Temos algo em comum! Ainda que de vez em quando pareça que nem mesmo nos conheçamos, aí ficamos algum tempo sem nos falar... Mas logo passa. Sinto saudade, mesmo quando quero dar um tempo, então engulo minha arrogância e dou a preferência. Fico com ciúmes dele, mas nossa amizade não se acaba mesmo que conheçamos outros amigos - o twitter, o caps, o fotoblog (que não é blogue!), os livros, etc. Enfim, é o meu blogue que me faz blogueiro!

E por que? Isto não sei explicar, simplesmente escrevo.


Por Ricardo Novais

Nova Gestão do Santos FC

Houve um tempo no futebol em que o termo "fantasma branco" significava terror, terror aos adversários. "Onze fantasmas brancos" era uma alusão ao time fantástico que o Santos Futebol Clube tinha na década dourada de 1960 e também na primeira metade dos anos de 1970. Não havia quem não temesse jogar contra o alvinegro da Vila Belmiro naquela época, assim como foi o auge do respeito adquirido por um clube de futebol em toda história do esporte bretão. Por certo que houveram tempos ruins e tempos bons, antes e depois destes nobres tempos dourados, no entanto, hoje em dia, há muita dificuldade para se explicar aos mais jovens o que este clube representa para o futebol nacional e internacional.

Como ocorre na maioria dos grandes clubes brasileiros, uma série de fatores perfaz as determinantes para uma dura crise institucional ao Santos Futebol Clube.





Desde 2001, o Presidente Marcelo Teixeira vinha se entronizando no comando maior do Santos Futebol Clube. Corajoso e audacioso, Marcelo foi penalizado em seu primeiro ano de gestão pela falta de estrela do zagueiro André Luis que perdeu o duelo para o atacante corintiano Gil, que vingou no gol de Ricardinho e na desclassificação santista na semifinal do Campeonato Paulista daquele ano.

Em seguida, teve espírito para apostar no destino de jovens revelações descobertas ao acaso dos deuses do futebol. Porém, no ano de 2003, ainda que o time alvinegro não tenha tido frutos em títulos, é, reconhecidamente, o melhor trabalho de sua gestão; espetacular do goleiro ao segundo atacante, o time chegou a final da Libertadores contra o temível (à época) Boca Juniors, da Argentina, mas foi surpreendido pela inexperiência dos novos meninos da Vila. Mas, enfim, o trabalho de toda a diretoria e comissão técnica foi muito bem executado.

Todavia, a partir de 2004, mesmo conquistando o segundo título brasileiro, iniciaram-se os desmandos megalomaníacos de Marcelo Teixeira. Confuso na ânsia de permanecer no topo de suas próprias vaidades, concretizou velhos sonhos de infra-estrutura física para um clube deficitário, geração de receita entre outras instituições de sua família (inclusive na área da educação), regalias para atletas sem compromisso com time e contratações de grande impacto para dissimular a má gestão. Tudo certo não tivesse perdido a mão do planejamento, fazendo com que o clube deixasse as listas de instituições que têm crédito para as que fecham as contas no vermelho.

Como outro sonhador governante peixeiro do passado, Samir Jorge Abdul-Hak, que convidava todos os admiradores do Santos Futebol Clube para a honra de seu próprio projeto em detrimento aos interesses maiores da agremiação; Marcelo Teixeira deixou-se levar pelas páginas douradas estocadas no memorial alvinegro. Portanto, caros leitores e em especial aos milhões de vexados santistas, carecemos em muitas gerações, e continua a faltar, a grandeza e a sensibilidade para presidir este Glorioso Clube um homem como o Presidente Athié Jorge Cury, que foi o mais sábio diretor, na mais gloriosa época do futebol santista; que, entre vários títulos conquistados nesta fase, destaca-se o ano de 1962, ano do jubileu de ouro: o Santos venceu os quatro torneios oficiais em que participou – façanha inédita até hoje no futebol brasileiro. Foi campeão Paulista, da Taça Brasil (Equivalente ao Campeonato Brasileiro), Libertadores e Mundial.

De fato, muito divergente das gestões posteriores que deixaram de contratar diretores de futebol eficientes, falta de investimento no marketing do clube - que poder-se-ia ser reconhecido como sinônimo de futebol brasileiro neste planeta, como é a bossa-nova para a música, o carnval e até mesmo Pelé (mais citado que o próprio Santos).

Mas de todos os presidentes, Marcelo Teixeira fez algo que não compreendo até hoje. Além, de como todos os outros, também não contratar jogadores corretos para as posições de carência em conjunto com a comissão técnica, pois é ele quem demite e assina os cheques da instituição; há algo que considero grave: o seu mau planejamento na contratação do professor Wagner Mancini.

O referido treinador foi contratado junto ao algoz Vitória da Bahia - que em março deste ano aplicou uma vexatória goleada por meia-dúzia de gols na nau alvi-negra e fez apenas dois - por R$ 1.000.000,00! Isto mesmo torcedor assustado, o Santos fez dívida de hum milhão de reais, para pagar em dez parcelas de cem mil reais mensais, ao rubro-negro baiano; o que equivale, apenas por aproximação e sem efeito de juízo de valores, ao salário do muito mais experiente e observador do futebol Paulo César Carpejani, técnico do Vitória na época. Quer dizer, o Santos patrocinou o técnico adversário em sua própria agonia (os 6 a 2), e, além disto, permitiu o banho tático levado pelo seu jaz demitido treinador Wagner Mancini.

Algum tempo depois este técnico 'jogador de truco', Wagner Mancini, foi treinar o mesmo Vitória da Bahia. Quem paga o salário dele? Isto mesmo! Inacreditável, mas, na prática, quem paga (ou pagava, já que este senhor irá 'comandar' o Vasco da Gama - pobres cruz-maltinos!) o técnico do Vitória é o Santos Futebol Clube. Fatos deste tipo demonstram a derrocada da gestão de Teixeira.

Conjeturo ser somente por este motivo que o grande capitalista Marcelo Teixeira tenha segurado durante tanto tempo (de março a julho deste ano) um técnico tão ruim como o 'mestre' Mancini. Pensemos: como o presidente santista iria explicar, em conselho, um "negócio da China" (ou da Bahia) como este? Se bem que os diretores e conselheiros do Santos são altamente submissos aos devaneios de seu presidente. Sendo assim, por estas e por tantas outras, existe apenas um culpado para a atual conjuntura equivocada e ineficiente, a quem devemos cobrar e não aplaudir, no Santos Futebol Clube: o malfadado ex-Presidente Marcelo Teixeira!


Mas admito que Teixeira teve bela atitude ao reconhecer a derrota nas urnas e cantar, junto com Luis Alvaro, o hino do clube para todos os torcedores que estavam presentes no Salão Nobre da Vila Belmiro. Também admito que a gestão dele teve saldo positivo: foram 2 Brasileiros e 2 Paulistas vencidos pelo cartola peixeiro; mas os tempos são de renovar e 'engrandecer' ainda mais a instituição santista.

Por um Santos FC sempre Gigante...


O novo presidente do Santos Futebol Clube aceitou responder algumas poucas perguntas, via twitter, para este blog - que, aliás, não tem pretensão jornalística ou de análise, mas a ocasião fez a insistência em saber o pensamento do novo cartola de um dos maiores clubes de futebol do mundo.

Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro iniciou suas atividades profissionais de emepresário em 1965, quando fundou a Forma Nova Propaganda, empresa de comunicação especializada na área imobiliária. Como conseqüência dessa atividade, acabou por ser convidado para representar em São Paulo a Bolsa de Imóveis do Rio de Janeiro, antiga e conceituada empresa de avaliações, fundada em 1939, e dirigir sua sucursal por 9 anos. Empresário de sucesso, Luis Álvaro é santista de coração e sempre esteve antenado nas coisas pros lados da Vila Belmiro.

Semana passada ele venceu, em eleições democráticas, porém tulmutuadas, recorde em eleitores em um clube de futebol, o candidato da situação, Marcelo Teixeira.

Vamos então à curta, mas frutífera, entrevista feita por etapas entre sexta-feira e ontem pelo twitter com o cartola santista, nova esperança dos milhões de torcedores do Peixe, o Presidente Luis Álvaro Ribeiro:

@RicardoANovais: Verdade que o senhor irá vender Neymar, Paulo Henrique, e Rodrigo Souto?

@laoribeiro: Não tenho intenção de vender nenhum deles, são os principais jogadores da equipe. Além disso, faremos contratações importantes. Estamos inventariando tudo. Plantel, quando vence contrato, quanto ganha. Estamos começando uma fase de transição no clube. Mas falei ontem com o presidente Marcelo Teixeira e ele garantiu que também não tem interesse de vender esses jogadores no fim de sua gestão.

@RicardoANovais: O que espera do novo treinador do Santos FC, Dorival Júnior?

@laoribeiro: Contratamos um treinador jovem, pensamos em um ou dois nomes que satisfi zessem a torcida e os interesses do clube, o que podemos gastar e chegamos no Dorival, conversamos muito e acertamos... Mas ainda falta colocar no papel, mas deveremos fazer isso logo, na próxima semana.

@RicardoANovais: Como será a gestão do senhor à frente do clube santista?

@laoribeiro: Eu vou fundar o Santos novamente. Nós vamos fazer uma varredura no Santos. Tudo o que foi feito de errado em termos financeiros, eu vou divulgar.

@RicardoANovais: Mas vai mudar muita coisa da atual administração?

@laoribeiro: Sim. Vamos ter uma administração transparente, com princípios de governança corporativa e com satisfação ao acionista, que é o sócio do Santos. O associado não espera dividendos, espera campeonatos. E com uma equipe que seja essencialmente profissional. Vamos contratar profissionais de mercado, para liderar cada uma das áreas sensíveis do clube, inclusive e especialmente, o futebol.

@RicardoANovais: Ouvi dizer que Pelé é parte dos palnos do senhor, como assim?

@laoribeiro: Haverá uma reforma estatutária, e o ídolo eterno do Santos, Pelé, voltará a participar nas coisas da Vila Belmiro, contratado como profissional do clube. Sua missão será de ser a imagem do Santos no Brasil e no exterior.

@RicardoANovais: Para não 'congelar' mais a 'timerline' (do twitter) do senhor, como santista de coração, desejo-lhe toda a sorte do mundo e peço que post uma mensagem final.

@laoribeiro: Vamos trabalhar muito para o Santos ser o Santos, sempre! Eu que agradeço, e preciso mesmo descansar um pouco, já estamos trabalhando intensamente. Mas nas coisas do Santos, sinto-me com o fôlego de um garoto do juvenil.

@RicardoANovais: Publicarei esta nossa conversa no meu blog, Blog do Ricardo Novais, ok?

@laoribeiro: Sim. Quero dizer também da minha felicidade de ver que os comandos dos grandes clubes estão se renovando. O Flamengo acertou ao eleger a Patrícia Amorim.

@RicardoANovais: Saudações Santistas!



Por RICARDO NOVAIS


______________________________________________________________
Web Site Oficial do Santos Futebol Clube
Twitter do Presidente Luis Alvaro Ribeiro: @
laoribeiro
Página Oficial de Luis Alvaro Ribeiro:
Adviser Brasil

Inovação

Confira as maiores influências de inovação tecnológica ocorridas neste ano, segundo Grazziani Colombo, do site Criativo Punk:
_

1. Mobile
O consumo de internet através do celular continuou a crescer em grande ritmo em 2009, impulsionado pela melhor qualidade do conteúdo disponibilizado, pelos menores custos de acesso e pelos novos equipamentos cada vez melhor preparados para acessar a internet;

2. Vídeo
Tal como no mundo offline, o conteúdo de vídeo ultrapassou finalmente o conteúdo escrito. Com a forte entrada dos produtores de conteúdos (vd exemplo do
Hulu), a redução dos preços do equipamento de captação e edição de vídeo e o aumento continuado da largura de banda em casa das pessoas, estamos consumindo cada vez mais conteúdos em vídeo na internet;

3. LBS (Serviços baseados em localização)
A possibilidade tecnológica de servir conteúdos com base na localização do internauta já é uma realidade e a grande utilidade desta ferramenta para os consumidores levou a um grande salto na sua utilização;

4. Hiper-Local
Associado à geo-localização, surge um fenômeno que já dá cartas a um certo tempo por todo o mundo focado em conteúdos específicos em determinadas comunidades e produzidos, em sua grande maioria, por essas mesmas comunidades;

5. Convergência online-offline
A “desvirtualização” das relações foi uma tendência em 2009, com o online a alavancar as relações offline e a aumentar o efeito tribal nas comunidades;

6. Crowdsourcing
Uma das principais tendências de social media em 2009, fruto dos tempos mais apertados, foi a prática em larga escala de crowdsourcing, que utilizando o conceito de outsourcing coloca na internet pedidos de tarefas ou projetos empresariais abertos à comunidade;

7. Eficiência e produtividade
Com a multiplicidade de conteúdos que são hoje criados na internet, o contínuo aparecimento de fontes credíveis de informação a necessidade de filtragem foi cada vez maior. Este filtro foi feito de duas formas: recorrendo a programas como o
filtrbox que ajudam grandemente a gerir de forma automática a informação que recebemos, e apostando em sites agregadores com uma forte componente de edição que consigam rapidamente separar o joio do trigo;

8. Behavior targeting
Com a evolução tecnológica, nomeadamente em termos de capacidade de processamento em real time, 2009 foi o ano de afirmação do behavior targeting (recolhe e utiliza de informação sobre o comportamento de navegação dos usuários - páginas visitadas ou pesquisas realizadas - para oferecer publicidade mais relevante e de acordo com os seus interesses). A oferta de publicidade mais dirigida não só melhora a experiência do usuário como traduz-se em taxas de conversão mais elevadas para os anunciantes. (Ex.: apesar de um indivíduo masculino, da classe A corresponder ao target da Mercedes, a sua atenção a uma campanha da marca será maior se naquele momento estiver pesquisando para comprar um carro);

9. Multiplataforma
O anytime, anywhere foi acompanhado do “….with any device”. Já não é só o celular que permite o acesso à internet e a tendência de consumo foi no sentido de consultarmos conteúdos e serviços online através dos vários devices que a cada dia que passa se ligam à internet (desde a televisão, a touch screens, outdoors, eletrodomésticos, consoles, entre muitos outros);

10. Web 3.0
A Web Semântica é vista como a progressão da Web tal como a conhecemos. É uma evolução em relação à World Wide Web que permite uma maior eficiência na qualidade dos resultados obtidos em termos de pesquisa de toda a informação disponível na internet, cada vez em maior quantidade e complexidade. Esta eficiência é conseguida através de princípios de estrutura que permitem uma maior inteligência na catalogação de todo o conteúdo disponível e em 2009 já começamos a sentir alguns progressos nesta área.

__________________________________
Fonte: http://www.criativopunk.com.br

O Mundo do Twitter



Os homens do twitter, cada vez mais se distanciam dos homens das cidades. Na postura, na expressão, na visão e nos sonhos. Os meios “literários” tornavam-se, pouco a pouco, terreno conhecido dentro deste universo virtual. E os twiteiros tornam-se cada vez mais conhecido nesse terreno.

Um dia desse aí já passado, acusaram-me de "iniciado" nas classes de sondagem psicológica, isto é, do grupo que busca compreender os mecanismos que comandam as ações humanas, sejam elas de natureza espiritual, política ou decorrentes da ação que o meio social exerce sobre cada indivíduo que vive na cidade – completamente distante, portanto, dos RTs, replies, #FF, @indicoalguémquevocêmeindicatambém, etc. A principal ira de alguns navegadores #engajados# e #nevrálgicos# é que não se é possível, na visão deles, temperar tudo com profunda reflexão. Isto mesmo, dona leitora, que também gosta muito de contestar em sites e afins.

Mas se o grande escritor, antes de ser polido ou grande estilista, busca inspiração nas ações rotineiras do homem, penetrando na consciência das personagens para sondar-lhes o funcionamento; ou não?.

Ainda assim, como um suprimento alimentar, os twiteiros parecem mesmo um espelho mal posto desta nossa sociedade aguda, vaidosa, fútil, hipócrita, ambiciosa, invejosa, e inclinada à deslealdade (social) e infidelidade (conjugal).

Tais quais os impulsos contraditórios existentes em qualquer ser humano, torna-se difícil classificar estes nossos personagens em bons ou maus. Esta visão superficial e maledicente que impera nas novas mídias parece o produto direto destas personagens reais da sociedade, que vivem de acordo com o convencionalismo destes nossos tempos.
Mas calemos, se eu também já fui desmascarado...

Tenho uma amiga que odeia minhas contestações. Reclama delas com fervor assustador. Chama-me de perturbador, quando não de “chato do boteco”. Eu não a contesto porque tenho vontade de fazer sexo com ela... Que sabe um dia, quem sabe... Mas, enfim, ela fala mal de mim. Não sei por quê. Não faz diferença. Eu sou apenas um bêbado que a cada três doses faz confessar o pecado de alguém ou, quando não, confessa os próprios.

Para mim é mesmo um sacrifício ficar sem falar. Mas a bebida me dá ânimo extra, então as palavras saem. No entanto, muitas vezes as pessoas não gostam muito do que ouvem... Mas se eu gosto de ouvir o que me dizem, mesmo as piores censuras. É; devo mesmo ser um sujeito chato e bêbado.

Devo também fazer um esforço no twitter e respeitar os followers e todas as indicações destes meus poucos seguidores. Mesmo achando tudo isto estranhamente aleatório e irracional.

Por fim, para terminar este parvo texto que já vai se esticando muito, peço aos twitteiros que me perdoem a lascívia verborrágica, assim como o meu pensamento balofo e difuso. É que não possuo uma ideologia tão sagaz e crítica como a de vossas senhorias, que com tanto fundamento e criatividade, retransmitem os erretês deste adorável mundo (des)conexo. Pois se sou apenas um twitteiro modesto...



O senhor Arthur Schopenhauer dizia "que é a modéstia é uma humildade hipócrita pela qual um homem pede perdão por ter as qualidades e os méritos que os outros não têm".


Perdão amigos do twitter!



Por Ricardo Novais

Protected by Copyscape Online Infringement Detector